Diego Simeone após derrota desastrosa frente ao Barcelona: «O futebol não te perdoa»

Treinador do At. Madrid lamentou o desperdício ofensivo da equipa

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Diego Simeone, treinador do At. Madrid, durante o jogo com o Barcelona
Diego Simeone, treinador do At. Madrid, durante o jogo com o Barcelona • Foto: Reuters

Diego Simeone era um treinador naturalmente agastado no final do Atlético Madrid-Barcelona, duelo da 28.ª jornada da La Liga que os colchoneros estiveram a vencer por 2-0 até ao minuto 71 e que acabaram por sofrer uma autêntica 'remontada', perdendo o encontro por 4-2.

Em declarações no final da partida, o treinador argentino do 'Atléti' deu os parabéns ao adversário, sem esconder o desalento pelo resultado.

"Parabéns ao adversário. Teve aquela dose de sorte, que também é preciso ter. Não aproveitámos alguns contra-ataques que podíamos ter aproveitado. [O Barcelona] É uma grande equipa, estão de parabéns e temos de continuar a trabalhar", começou por dizer o técnico dos colchoneros, comentando de seguida as declarações de Llorente, que no final do encontro disse que a equipa sentiu nas pernas o cansaço acumulado pelos 120 minutos de jogo na eliminatória com o Real Madrid na passada quarta-feira, no embate dos oitavos de final da Liga dos Campeões.

"Penso que não demonstrámos cansaço porque procurámos novas energias com as mudanças que fomos fazendo. O Rodrigo fez um grande esforço. O Julián estava doente, com febre... e jogou como se viu. Não lhes posso pedir mais do que aquilo que estão a dar", atirou.

Diego Simeone assume que uma vitória conquistada desta forma poderá servir de catalizador para o Barcelona enfrentar a reta final do campeonato. "Para qualquer equipa poderosa e muito boa como o Barcelona, isto é um impulso, uma dose de confiança. O adversário entra nesse espaço de medo. Não se pode sair em contra-ataque, fica-se logo com o 2-2. Repito, parabéns ao nosso adversário e vamos continuar."

As várias jogadas desperdiçadas pela sua equipa

"Tivemos uma oportunidade com o Molina que podia ter rematado e decidiu assistir. Houve outra do Sorloth, do Riquelme... São jogadas a que chamo 'quase' e ficamos com esse 'quase' que não foi nada."

Ganhar é palavra de ordem para o que se segue no campeonato

"É evidente que não é preciso falar, é preciso ver que a equipa está a competir. Demonstrámo-lo nos últimos jogos. Precisamos de ganhar. Temos uma boa hipótese de chegar novamente até à decisão final. Vai ser difícil. Mas vamos lutar até ao fim. Faltam 10 jogos e eles têm de se defrontar uns aos outros. Se pudermos e se nos pudermos dar ao luxo de ter a opção a cinco jogos do fim, é claro que vamos tentar dar tudo para chegar lá acima."

Simeone acredita que entrada de Giménez poderia ter sido fundamental

"Estava tudo a correr muito bem, perfeitamente. Demorei algum tempo a colocar o Giménez. Devia tê-lo posto logo [a seguir ao 2-1]. O futebol não perdoa. Sou autocrítico. Mesmo com o Giménez podíamos ter sofrido seis golos, mas o que o jogo exigia naquele momento era fechar o jogo. Não tive tempo para fazer essa alteração. Quando a fiz, já estava 2-2", lamentou o técnico, que já aponta para o próximo compromisso da equipa: "Temos de descansar e concentrar-nos no Espanyol. Aceitar o que temos."

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