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Lewandowski: «Quando comecei, as pessoas não acreditavam em mim porque era da Polónia»

• Foto: Lusa/EPA

Robert Lewandowski vai fazer 35 anos no próximo dia 21, mas isso é algo que não preocupa o internacional polaco, como revelou esta sexta-feira em entrevista ao 'L'Équipe'.

"A idade é só um número. Quando acordo de manhã, não digo que as minhas costas estão a ficar velho e quando vejo os meus exames está tudo bem. Por vezes estou ainda melhor do que antes. Não podemos comparar o desporto de hoje com o de há 20 anos. Melhoro a minha preparação constantemente. Sei exatamente o que tenho de fazer e, se me comparar com os jovens da equipa, tenho muita energia", começou por dizer o avançado do Barcelona, que não pensa para já num adeus aos relvados.

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"Gosto de marcar golos e ainda não explorei tudo no futebol. Ainda posso continuar por muitos anos, mas sei que há um final. Não acredito que seja treinador, mas quem sabe se sentir saudades do balneário mude de opinião", assumiu o polaco, que contou ainda ter sentido "necessidade de melhorar o espanhol rapidamente" para se entender com os jogadores mais jovens dos catalães e que, quando chegou à Catalunha, sentia que "tinha de desempenhar um papel mais além do que os golos marcados na mentalidade".

Já sobre a saída do Bayern Munique para rumar ao Barcelona, Lewandowski disse tratar-se de um sonho cumprido. "Queria mudar de estilo de vida, de país, de idioma, conhecer gente nova. Sempre sonhei jogar em Espanha e era o momento certo. Com a minha idade, estava convencido de que tinha de dar este passo em frente. No Bayern conquistei tudo o que queria. Bati recordes e ganhei muitos títulos. Fui feliz lá, mas sentia que era o momento certo para sair", frisou, tendo também abordado a pressão sentida por um futebolista.

"Demorei a entender que não posso exigir dos outros o que imponho a mim mesmo. Foi um grande erro. Lidar com a pressão também dá trabalho. As redes sociais, a comunicação social, tudo junto... Há alguns anos percebi que a melhor terapia é conversar com alguém. Por vezes é apenas a necessidade de exteriorizar os teus sentimentos", confessou.

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O avançado polaco recuou ainda à sua adolescência, onde revelou ter "cometido muitos erros". "Era um adolescente turbulento, como muitos, e cheio de energia. Não esqueci essa parte da minha vida, é parte de mim. Quando comecei, as pessoas não acreditavam em mim porque era da Polónia. Há muito tempo que um polaco não alcançava este nível", referiu.

Por Record
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