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Sócio dos blaugrana acusa o presidente de branqueamento de capitais e fraude fiscal
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O Barcelona qualificou, esta 2.ª feira, de "completamente falsa" a documentação apresentada por um sócio na Audiência Nacional, através da qual acusa o presidente Joan Laporta de branqueamento de capitais e recebimento indevido de comissões, fraude fiscal, entre outros crimes.
De acordo com Barcelona, os documentos nos quais se baseia a denúncia contra Laporta, noticiadas hoje pelo diário El Periódico, são "falsos e/ou manipulados", pelo que o líder da Liga espanhola de futebol "iniciará de imediato procedimentos legais" contra o autor da denúncia, por "falsificação de documentos, calúnia e qualquer outro crime" que considere ter sido cometido.
O presidente do clube catalão, cuja equipa de futebol integra o defesa internacional português João Cancelo, disse que a denúncia "é falsa e caluniosa", relacionando o momento da apresentação no tribunal superior de Madrid com a proximidade das eleições, marcadas para 15 de março, nas quais se recandidatará à liderança do 'Barça'.
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Em comunicado, o Barcelona revela que foi contactado em 15 de janeiro por dois órgãos de comunicação social e um consórcio de jornalistas para confirmar a existência dos "alegados documentos" que serviram de base à denúncia, tendo efetuado uma análise preliminar para apurar a sua "veracidade, consistência e credibilidade".
"Em 19 de janeiro, o clube respondeu a essa organização e aos jornalistas, indicando expressamente que a informação que eles pretendiam confirmar era completamente falsa e que os documentos em que alegavam basear-se (sem os ter visto) eram, sem dúvida, falsos e/ou manipulados", precisa o comunicado.
Além de estar a preparar ações legais contra o sócio autor da denúncia na Audiência Nacional, tribunal superior com jurisdição em todo o território espanhol, o Barcelona vai instaurar um processo disciplinar, pedindo que sejam tomadas "as medidas disciplinares mais severas".
O clube catalão está também a "estudar a apresentação de medidas legais contra o órgão de comunicação que publicou a notícia, tendo conhecimento que a denúncia se baseia em informações e documentos falsos e omitindo a versão dos factos produzida pelo clube".
O Barcelona lamentou que a publicação da notícia tenha ocorrido a menos de um mês do ato eleitoral, o que "poderá ser considerado uma tentativa ilegítima de perturbar o curso normal do processo democrático" do clube, com o objetivo de "influenciar ou manipular a soberania dos sócios".
Por essa razão, o clube espanhol comprometeu-se a fornecer à Comissão Eleitoral todas as informações que dispõe, para que seja possível "comprovar a sua veracidade e alertar os pré-candidatos sobre as consequências do uso de notícias e informações falsas durante o processo eleitoral".
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