Seis jogos, três golos e uma assistência parecem ter sido suficientes para o Sevilha decidir avançar para a contratação, em definitivo, de André Silva, que chegou este verão à Andaluzia por empréstimo do Milan. "Temos a opção de compra e contamos exercê-la. Não importa o valor, um jogador é caro ou barato em função do seu rendimento", afirmou o diretor desportivo Joaquín Caparrós, em entrevista ao ‘Estadio Deportivo’.
Na altura da cedência não foi divulgado o valor da cláusula de compra, mas a imprensa espanhola estipula o preço do internacional português em 38 milhões de euros, precisamente a mesma verba que o Milan pagou ao FC Porto em 2017 pelo avançado de 22 anos. Daí que, caso o clube exerça a opção no contrato de empréstimo, André Silva passará a ser o reforço mais caro da história do Sevilha, suplantando, por larga margem, os 21,5 milhões pagos por Luis Muriel, colombiano que esteve nos planos do Sporting.
Aliás, Caparrós confirmou, ao ‘Estadio Deportivo’, a insistência leonina na tentativa de garantir o atacante de 27 anos, embora sem sucesso. "O Sporting pediu-nos Muriel uma e outra vez, estavam loucos com ele, mas o jogador queria continuar e o treinador também queria que ele ficasse. Por nós, encantados. O rapaz está convencido de que este será um ano muito importante para ele", adiantou o diretor desportivo, recusando existir falta de concorrência para André Silva. "Temos outro avançado que na época passada marcou 22 golos e que é o Ben Yedder. Ir ao mercado à procura de um futebolista que faça 22 golos pedem uns 40 milhões. Percebem?"