Ángel María Villar fica na prisão até ao julgamento

Presidente da Federação Espanhola é suspeito de corrupção

• Foto: Reuters

Um tribunal de Madrid decidiu esta quinta-feira que o presidente da Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF), o seu filho e um outro dirigente do organismo ficam em prisão preventiva, sem fiança, até se esclarecerem as suspeitas de corrupção.

O juiz Santiago Pedraz concordou assim com a medida cautelar pedida pela procuradoria-geral da luta contra a corrupção que suspeita que os detidos desviaram ilegalmente 45 milhões de euros dos cofres da RFEF.

A decisão foi tomada pela Audiencia Nacional, um tribunal com sede em Madrid e com responsabilidades particulares, ocupando-se dos delitos de maior gravidade, como os casos de terrorismo, crime organizado, narcotráfico e delitos económicos, entre outros.

O presidente da FEF, Ángel María Villar, o seu filho, Gorka Villar, e o vice-presidente da RFEF, que também é presidente da Federação de Tenerife (Canárias), Juan Padrón, tinham sido ouvidos durante o dia pela Audiencia Nacional, assim como o secretário da Federação de Tenerife, Ramon Hernandez.

O tribunal decidiu que este último pode sair da prisão, se pagar uma fiança de 100.000 euros.

Os quatro foram detidos na terça-feira numa operação de luta contra a corrupção, por suspeitas de delitos de administração fraudulenta, apropriação indevida e falsificação de documentos, todos eles relacionados com a organização de jogos internacionais.

São ainda suspeitos de terem cometido ilegalidades para assegurar a sua continuidade nos cargos que ocupam e de terem realizado operações em proveito próprio e em prejuízo dos cofres da RFEF.

A operação da polícia de terça-feira, com o nome de Soule, uma referência a um jogo de origem francesa cujas origens remontam à Idade Média, incluiu a realização de buscas na sede da FEF, em sedes regionais e em vários escritórios privados pertencentes aos implicados.

Ángel María Villar foi reeleito no cargo de presidente da RFEF em maio passado para mais um período de quatro anos, estando há 29 anos no lugar.

Por Lusa
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