Barcelona, Real Madrid e Atlético Madrid testam jogadores

Retomaram a atividade 53 dias depois da paragem forçada do campeonato devido ao novo coronavírus

Os jogadores do Barcelona, Real Madrid e Atlético de Madrid regressaram esta quarta-feira aos respetivos centros desportivos, para a realização de testes à covid-19, antes da retoma dos treinos e do reinício da Liga espanhola.

Liderados pelos madrugadores Sergi Roberto, Ivan Rakitic, Clément Lenglet e Marc Andre Ter Stegen, os jogadores do FC Barcelona, clube do português Nélson Semedo, retomaram a atividade 53 dias depois da paragem forçada do campeonato devido ao novo coronavírus.

Barcelona e Real Madrid voltam ao trabalho: testes, máscaras e... segurança reforçada

Os jogadores, com exceção do francês Ousmane Dembélé, que se encontra a recuperar de uma lesão de longa duração num tendão, foram submetidos a testes de despistagem da covid-19 e a um breve exame médico, que durou cerca de 20 minutos.

Uma vez conhecidos os resultados, o Barcelona, que lidera a Liga com dois pontos de vantagem sobre o Real Madrid (2.º), a 11 jornadas do fim, pretende regressar aos treinos em etapas, com sessões individuais, seguindo as instruções das autoridades de saúde.

Os jogadores do Real Madrid também se dirigiram ao seu centro desportivo para realizar, de forma faseada, os testes à covid-19, como o primeiro passo para retomar a nova normalidade e decidir a data de retorno aos treinos no seu local de trabalho.

A partir das 08:30, com o francês Karim Benzema a ser o primeiro a passar os portões de Valdebebas, os jogadores do plantel principal do Real Madrid começaram a chegar a um local que não pisavam desde 12 de março, altura em que o clube entrou em quarentena.

No início da manhã, Karim Benzema, Nacho Fernández, Marcelo, Gareth Bale e Dani Carvajal foram submetidos ao teste à covid-19 e a exames médicos sob a supervisão de um elemento da 'LaLiga', que recolherá todos os resultados para fazer cumprir o protocolo estabelecido.

Sergio Ramos, Luka Modric, Rodrygo e James Rodríguez foram submetidos ao mesmo procedimento no final da manhã e durante o dia de hoje os restantes jogadores da primeira equipa do Real Madrid continuarão a chegar para a realização dos testes.

O regresso dos jogadores a Valdebebas para dar início aos treinos será baseado nos resultados dos testes realizados e, embora a data delineada seja segunda-feira, 11 de maio, o treinador francês Zinedine Zidane não descarta a hipóteses de o poder fazer ainda na sexta-feira.

Carros vermelhos, de máscaras e luvas: o regresso de João Félix e companhia aos treinos

O plantel do Atlético de Madrid, do português João Félix, também foi submetido a testes à covid-19 e a um exame médico no regresso ao centro desportivo de Majadahonda, para onde os jogadores começaram a afluir no início da manhã.

Para cumprir o protocolo estabelecido pelo Conselho Superior de Desporto (CSD), que estabelece um exame médico inicial com teste à covid-19 para todos os atletas profissionais, o Atlético de Madrid estabeleceu turnos para que os jogadores pudessem ser examinados em etapas.

Durante esta fase, os jogadores não poderão interagir entre si e os treinadores do Atlético de Madrid, clube que segue na sexta posição a 13 pontos do líder FC Barcelona, terão que manter uma distância segura dos jogadores, entre outras medidas.

A intenção da 'LaLiga', se a crise da pandemia do novo coronavírus estabilizar e não houver crescimento do número de infetados, é retomar a competição, à porta fechada, em junho.

Os campeonatos de futebol de França e Países Baixos foram, entretanto, cancelados, enquanto a Espanha inclui-se no lote de países, como Alemanha, Inglaterra, Itália e Portugal, que preparam o regresso à competição assim que for possível.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 254 mil mortos e infetou quase 3,6 milhões de pessoas em 195 países e territórios. Mais de um 1,1 milhões de doentes foram considerados curados.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa 4,5 mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), encerraram o comércio não essencial e reduziram drasticamente o tráfego aéreo, paralisando setores inteiros da economia mundial.

Por Lusa

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