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Cazorla: «Uma bactéria comeu 10 centímetros do meu tendão»

Jogador viveu um autêntico calvário mas recuperou e vai agora jogar no Villarreal

Santi Cazorla viveu um autêntico calvário com uma lesão no pé direito que chegou a colocar em causa a sua carreira, no Arsenal. Foi aos médicos errados, acabou por ser operado, apanhou uma infeção no hospital, uma bactéria 'comeu' 10 centímetros do tendão de Aquiles, foi operado uma e outra vez e agora, aos 33 anos, depois de seis épocas nos 'gunners', regressa ao Villarreal, o clube onde se formou. O médio espanhol explicou tudo numa entrevista ao jornal 'As'.

Dor
"Tudo começou mais ou menos há uns três anos e meio. Ao princípio jogava com dor, estive assim um ano e meio, mas chegou a um ponto em que a dor era insuportável. Num jogo da Liga dos Campeões, nunca me vou esquecer, chorei em campo, não dava para aguentar e pedi a alteração."

Operação
"Em alguns jogos a dor era insuportável, mas nesse em particular foi incrível. Pedi a alteração, não aguentava mais. Foi um calvário, é a palavra certa para definir o que me aconteceu. Primeiro não sabia o que tinha, depois vieram as operações e a seguir as bactérias que apanhei na sala de operações. É verdade que foram erros médicos e alguma negligência mas o principal culpado fui eu porque fui eu que decidi onde ser operado e as coisas não correram bem."

Mais operações
"Houve um momento que tive de vir a Espanha, a bactéria já tinha comido 10 centímetros de tendão, o que obrigou a fazer todas as operações que fiz até hoje. As coisas melhoraram mas não ficaram bem. Até que um dia o tendão partiu parcialmente. Ao abrir viram que o tendão não tinha cicatrizado bem e que estava a pressionar os nervos, e assim tiveram de voltar a operar-me."

Milagre
"Agora tenho dores, mas dizem-me que é normal depois do que passei. A verdade é que faço coisas que achei que nunca voltaria a fazer; para o que estava, é um milagre."

Família
"Houve momentos complicados e cheguei a falar com a minha família sobre a possibilidade de parar. Não estar com os meus filhos... Vir para o hotel, saber que estava sozinho, os meus filhos a pedirem-me para ir para casa, cheguei a ter dúvidas. Mas sempre tive uma grande vontade de voltar a jogar. E a minha família nunca me deixou baixar os braços. Quando me viam em baixo eram os primeiros a dar-me ânimo."

Coragem
"Quando saí do Arsenal as pessoas do clube disseram-me para jogar numa liga 'menor', mas eu disse-lhe que não queria isso. O meu filho pede-me para jogar, quer ver-me a jogar. Não quero retirar-me por causa de uma lesão." 

Em casa
"O Villarreal era a melhor opção por tudo. Primeiro porque é a minha casa, é um sítio onde vou ter tudo o que precisar. Falei há pouco tempo com os médicos, disseram que estavam com vontade de me ajudar. Depois, estas pessoas do clube, são os primeiros a dar-me confiança e tranquilidade, todos demonstraram grande carinho. Depois, é muito bom voltar a um clube que tanto me deu."

Garantia
"Quero que as pessoas saibam que vou competir ao máximo nível, mas no momento em que perceber que não consigo serei o primeiro a dizê-lo. Não quero enganar ninguém, muito menos o Villarreal."


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