Ciclone Idai: Deportivo pede ajuda para projeto que apadrinha em Moçambique

'Sementes da Manhã' acolhe mais de 70 crianças órfãs da região de Angonia-Tsangano

O Deportivo da Corunha pediu esta segunda-feira ajuda para Moçambique, no qual apadrinha um projeto desde 2017 que está "em perigo" devido ao ciclone Idai, que atingiu Moçambique a 14 de março.

"Fazemos um chamamento a todo o 'deportivismo' para ajudar a Escola Esil, os órfãos [apoiados pelo projeto] e a equipa RC Deportivo Esil", pode ler-se num comunicado divulgado no site do clube galego.

Segundo o clube da Corunha, estão em causa "as necessidades mais urgentes das crianças", e toda a ajuda irá para o reforço das instalações e para proporcionar energia, alimentos, água e a prevenção "da propagação de cólera ou malária".

O projeto 'Sementes da Manhã', criado pela Fundação Loyola Galicia com o Depor, acolhe mais de 70 crianças órfãs da região de Angonia-Tsangano, na fronteira com o Maláui, com outros 500 jovens a beneficiarem de um programa de alimentação.

Por seu lado, o clube leva ainda a cabo um projeto desde 2017 que apoia a habitabilidade e cuidados sanitários de várias casas, bem como a nutrição das crianças, a par dos programas desportivos.

O ciclone Idai atingiu a região centro de Moçambique, o Maláui e o Zimbabué em 14 de março.

As autoridades moçambicanas atualizaram hoje para 518 o número de mortos provocados pelo ciclone e pelas cheias que se lhe seguiram.

Há ainda a registar 1.641 feridos e mais de 146 mil pessoas instaladas em centros de acolhimento.

A passagem do ciclone Idai em Moçambique, no Zimbabué e no Maláui afetou 2,9 milhões de pessoas, segundo dados das agências das Nações Unidas.

A região enfrenta agora o perigo de fome e epidemias, com 271 casos de cólera já registados na cidade da Beira.

A ONU inicia na quarta-feira um programa de vacinação oral contra a cólera, de 900 mil unidades.

A agência da ONU para a Alimentação e Agricultura (FAO) calcula que sejam necessários 19 milhões de dólares (16,9 milhões de euros) durante os próximos três meses para ajudar os mais afetados pelo ciclone em Moçambique.

Os números da FAO apontam para que cerca de 400 mil hectares de cultivo tenham sido afetados, essencialmente de milho e sorgo, nas províncias centrais de Manica e Sofala, poucos meses antes do período de colheitas.

Por Lusa
Deixe o seu comentário

Últimas Notícias

Notícias
SUBSCREVA A NEWSLETTER RECORD GERAL
e receba as notícias em primeira mão

Ultimas de Espanha

Notícias

Notícias Mais Vistas