Direção do Barcelona reunida para decidir se mantém jogo com Las Palmas

Devido ao clima de tensão que se vive em dia de referendo

• Foto: EPA

A direção do Barcelona reúne-se este domingo às 12h30 (11h30 em Lisboa) para analisar se a situação na Catalunha permite a realização em segurança do jogo com o Las Palmas, da liga espanhola .

O clube catalão decidiu entrar em contacto com as forças de segurança para perceber se estão reunidas as condições para se disputar o encontro, marcado para as 16h15 (15h15 em Portugal).

O Barcelona não tem responsabilidade na segurança do estádio em dias de jogos, que está delegada aos Mossos d'Esquadra, polícia regional da Catalunha.

O líder da liga espanhola tinha previsto cumprir o programa previsto para hoje, mas a tensão e alguns incidentes que têm marcado o dia na Catalunha fizeram o Barcelona reunir-se com as forças de segurança para decidir se haveria condições para disputar o encontro.

Os catalães apoiantes da independência da região estão hoje a tentar votar num referendo suspenso no início do mês pelo Tribunal Constitucional espanhol e as autoridades de Madrid a tentarem impedir a realização da consulta popular com milhares de agentes da Polícia Nacional e Guardia Civil na rua.

Centenas de eleitores, na maioria pró-independência, começaram ainda de madrugada a formar filas em frente às escolas onde foram instaladas assembleias de voto -- ocupadas há dois dias por populares que queriam garantir a votação de hoje - para evitar que estes fossem fechados pela polícia.

Os Mossos d'Esquadra fecharam dezenas de colégios eleitorais em toda a Catalunha, embora em alguns locais se tenham limitado a registar a concentração popular e saído sob aplausos da população.

Já a Polícia Nacional e a Guardía Civil protagonizaram momentos de tensão ao tentar impedir o referendo, tendo mesmo ocupado o pavilhão desportivo da escola em Girona onde deveria votar o líder da 'Generalitat', Carles Puigdemont, e detido vários manifestantes.

Os opositores à independência, que os estudos de opinião indicam serem maioritários, não participaram na campanha eleitoral nem irão votar, para não darem credibilidade a uma consulta que o Estado espanhol considera ser ilegal.

O Tribunal Constitucional espanhol suspendeu no início de setembro, como medida cautelar, todas as leis regionais aprovadas pelo parlamento e pelo Governo da Catalunha que davam cobertura legal ao referendo de autodeterminação convocado para hoje.

Os partidos separatistas têm uma maioria de deputados no parlamento regional da Catalunha desde setembro de 2015, o que lhes deu a força necessária, em 2016, para declararem que iriam organizar este ano um referendo sobre a independência, mesmo sem o acordo de Madrid.

Por Lusa
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