Filipe Luís: «Messi podia ganhar o campeonato com uma equipa medíocre»

Lateral teceu elogios ao astro argentino antes do embate entre o Atlético Madrid e o Barcelona

• Foto: Reuters

O Atlético Madrid recebe o Barcelona, este sábado (19h45), e Filipe Luís teceu rasgados elogios à maior estrela dos catalães, Lionel Messi, em entrevista ao 'El Mundo', publicada esta quinta-feira. O defesa brasileiro coloca o argentino num pedestal e afirma que qualquer equipa se arriscava a ganhar títulos, caso contasse com Messi nos seus quadros.

"Messi é tão bom que poderia ganhar uma liga inserido numa equipa medíocre, o que não é o caso. O Barcelona tem a capacidade para criar problemas constantes. Mas o Messi é demasiado bom. Quando ele ou o Cristiano [Ronaldo] marcam 50 golos, as pessoas pensam que as defesas são más mas quando eles não estão, não há golos e as defesas são as mesmas", argumentou o defesa, que voltou aos colchoneros em 2015, após ter passado uma temporada no Chelsea.

O lateral esquerdo prepara-se para travar mais um duelo com Messi, no jogo da 8.ª jornada da Liga espanhola, e reconhece que é difícil travá-lo... Pelo menos, de forma legal.

"Já joguei mais de 30 jogos contra ele e eu faço o papel de carniceiro porque, e vou ser completamente sincero, é impossível pará-lo em duelos individuais, sem fazer falta. Se ele me encara com bola e estou sozinho, eu vou agarrá-lo ou algo do género. Sou obrigado a jogar com as armas que tenho. Tenho que tornar as coisas desconfortáveis, porque caso ele se sinta confortável, estás morto", realçou.

Na entrevista ao diário espanhol, Filipe Luís falou ainda da sua vida extra-futebol. "Tenho sorte porque trabalho pouco, entre aspas. Tenho muita pressão, mas trabalho poucas horas e sou bem pago (...) Não trocava a minha profissão por nada", lembrou.

Ainda assim, lamenta a mentalidade de alguns colegas de ofício. "Oitenta por cento dos futebolistas vivem numa bolha. Acreditam que andando com um saco de marca debaixo do braço, com umas sapatilhas de 400 euros e oito tatuagens, já são estrelas e que, por isso, as pessoas vão respeitá-los. Esquecem-se do mundo real. É a clássica bolha na vida do futebolista: chegar ao topo e comprar um carro com o primeiro saldo", alertou.

O brasileiro, ainda assim, admitiu que teve algumas aventuras na carreira, algumas delas exageradas. E que, com o seu primeiro salário, adquiriu... um carro. "Também comprei um com o meu primeiro salário. Custava mais do que aquilo que eu ganhava e o meu pai ajudou-me a pagar. Tive os meus momentos para sair e beber mais do que o que devia. Por sorte, tinha o meu pai, que me ajudou a escolher o caminho certo", concluiu.

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