Herrera passou de capitão do FC Porto a suplente no Atlético Madrid: «É complicado»

No entanto, médio admite ser paciente e enfrentar as dificuldades como um sacrifício que será compensado

• Foto: EPA
Adicione como fonte preferencial no Google

Héctor Herrera mudou-se este verão da cidade do Porto para Madrid e passou de capitão da equipa de Sérgio Conceição a suplente no Atlético, de Diego Simeone.  Em entrevista ao jornal espanhol 'Marca' o médio mexicano fala sobre as dificuldades que encontrou e como enfrenta o facto de não ser titular. 

"Claro que é complicado, mas estava preparado para qualquer cenário, jogar ou não, para ser paciente. Na minha idade passei por certas dificuldades que hoje em dia fazem-me estar preparado para qualquer circunstância. Sei que a única coisa que me vai fazer ganhar o meu lugar ou ser tido em conta é o meu trabalho", diz.

Questionado se em algum momento se arrependeu da decisão, o internacional mexicano admite já ter pensado no assunto, mas mostra-se convicto da sua opção. 

"É normal, é impossível não pensar nisso, mas no fundo sei que foi a melhor opção que podia ter tomado. Sabia que isto podia acontecer, mas hoje em dia vou sendo tido mais em conta e somando mais minutos. Sabia que era a melhor decisão para mim em todos os sentidos."

"É difícil somar poucos minutos e que sejam de qualidade. Como jogador não entendes isso porque queres jogar o tempo todo, mas tenho de ser profissional e não conformista. Tenho de tentar ajudar sempre que for chamado. Se for dentro de campo, melhor para mim, se for fora, ajudarei para que a equipa esteja bem", acrescenta.

Ao jornal 'Marca', o jogador recorda ainda algumas dificuldades por que passou na juventude. "Com 15 anos saí de casa e fui para a Cidade do México para tentar iniciar esta aventura de ser jogador profissional. Tive de passar por um período de aprendizagem, como lhe chamo. Hoje rio-me de tudo o que passei, mas na altura foi complicado. Sempre enfrentei as dificuldades como um sacrifício para depois ser compensado mais à frente. Essa fase faz com que seja mais fácil passar por situações como a que passei, de não jogar ou de ter poucos minutos. Pensava 'por que razão hei-de estar mal humorado o tempo todo se o que tenho de fazer é estar preparado para quando chegar a minha oportunidade? Naquela altura comia uma vez por dia e hoje, graças a Deus posso comer e oferercer o melhor à minha família. Obviamente quero jogar, mas sei que tenho de ser paciente porque a qualquer momento chegará a oportunidade e não a posso deixar passar."

Deixe o seu comentário
Newsletters RecordReceba gratuitamente no seu email a Newsletter Premium ver exemplo
Ultimas de Espanha Notícias
Notícias Mais Vistas