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Internacional espanhola, que diz ter recebido ameaças de morte, viu-se envolvida num escândalo que levou à demissão do presidente da federação
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Luis Rubiales, antigo presidente da federação espanhola de futebol, começou a ser julgado esta manhã, na sequência do beijo a Jenni Hermoso na cerimónia da entrega das medalhas no Mundial feminino de 2023, que a Espanha ganhou. A jogadora já testemunhou e deu a sua versão dos factos, num processo em que a acusação pede dois anos e meio de prisão, além de uma ordem de afastamento de 500 metros da jogadora.
Jenni Hermoso, a primeira de 27 testemunhas arrolada neste processo, contou que o sucedido na Austrália em agosto de 2023 mudou a sua vida. "Nunca lhe tinha dado um beijo nos lábios. Só beijo alguém assim quando decido fazê-lo. Pegou-me na minha cabeça com efusividade, foram milésimos de segundo. Senti que o que aconteceu estava fora de contexto, estava a beijar o meu chefe e isso não devia acontecer", contou a internacional espanhola, revelando depois o contou ao irmão: "Quando ele me agarra as orelhas, não consigo ouvir nem ver e a próxima coisa é o beijo. Disse ao meu irmão que aquele beijo me tinha dado asco. Quando me beijou dei-lhe uma palmadinha nas costas, mas segui o protocolo de saudação."
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"Penso que foi um momento que manchou um dos dias mais felizes da minha vida. Nunca esperei que aquilo acontecesse, faltou-me ao respeito. Quando deixei o pódio, senti que aquilo não tinha sido normal. No balneário a Ana Álvarez, que é diretora de marketing, chamou-me, disse que o presidente queria falar comigo", prosseguiu Jeni Hermoso. "Ela disse-me que o sucedido estava a ter muitas repercussões nas redes sociais e que podíamos parar com aquilo. Não me explicou como. Fui a única a quem chamaram e percebi que o tema da conversa era esse."
A avançada, que agora veste as cores do Tigres, no México, relatou o que aconteceu depois ainda na Austrália. "Antes de chegarmos ao aeroporto chamaram-me, pediram para sair do autocarro. Só saí eu. Tinha à minha espera a Patricia Pérez e o García Cuervo, responsáveis da imprensa, queriam enviar um comunicado para apagar o incêndio. Dei uma vista de olhos rápida. Nem queria saber o que dizia. Aquela afirmação foi como se fosse minha, como se eu o tivesse escrito. Nunca me perguntaram o que eu queria escrever. O texto já estava escrito."
E prosseguiu: "No avião começámos a sentir bastante movimento. À frente estavam o Rubiales, o Vilda, a equipa... Estiveram reunidos em círculo. As pessoas começaram a ver que algo estava a acontecer. Na escala em Doha, o Luis Rubiales sugeriu-me que fizesse um vídeo com ele, porque estava a ser uma confusão. Eu disse que não, que pedia desculpa, mas não. Ele também disse algo que me magoou: 'tu e eu gostamos do mesmo'. Mais tarde viram-se as consequências, não fui selecionada."
A federação fez de tudo para suavizar o caso, mas a jogadora diz que nunca se preocuparam com ela. "Ninguém me perguntou como estava. Nem mesmo o Jorge Vilda, que estava connosco há tantos anos. Senti-me totalmente desprotegida pela Federação. Desde que pisei em Espanha tenho câmaras de televisão à porta de casa, a seguirem-me. Tive de sair de Madrid porque tinha medo de andar na rua. Recebi ameaças de morte. A situação era insustentável."
"A minha vida mudou a partir daquele momento. Tudo isto fez com que não me pudesse divertir e impediu-me de viver normalmente. Sempre tive a minha psicóloga e naquele momento também contei com ela. Havia muitas coisas para assimilar. O psicólogo da federação nunca falou comigo, ninguém da organização falou comigo. Tive medo de represálias por parte da federação. Inúmeras vezes pediram-me para fazer comunicados ou declarações", declarou a internacional espanhola.
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