Laporta lembra fundo CVC e arrasa Tebas: «Ganha o dobro do presidente de um banco...»

Dirigente máximo do Barcelona diz que o clube foi "riscado" pelo responsável da LaLiga em 2021

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• Foto: Reuters
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Joan Laporta, presidente do Barcelona, teceu esta quinta-feira muitas críticas a Javier Tebas, máximo dirigente da LaLiga, frisando que este "riscou" o clube quando os catalães rejeitaram, em 2021, assinar o acordo com o fundo CVC, que no mesmo ano contemplava uma injeção de cerca de 2.700 milhões de euros que seriam distribuídos pelos clubes do campeonato espanhol.

"O Caso Negreira está relacionado ao facto de não termos assinado o [acordo com o fundo] CVC. E ainda bem, porque hipotecava o Barcelona durante 50 anos. É um fundo que ficou com 10,95 por cento dos direitos televisivos dos clubes. Era um empréstimo. Não o vimos como algo que fosse do nosso interesse. Com a necessidade que tínhamos de salvar o clube, o que fizemos foi vender 25 por cento dos nossos direitos televisivos por 686 milhões de euros. Foi isso que salvou o clube. Ainda assim, continuamos com um défice de 200 milhões que planeamos 'atacar' com um plano de austeridade", começou por explicar o presidente dos catalães em entrevista à TV3, antes de visar Tebas.

"Ganha o dobro do presidente de um banco. Disseram-nos que se seguíssemos com o acordo, ficaríamos com 15 por cento do fairplay financeiro. Disseram também que se não aceitássemos, não poderíamos contratar jogadores e que nos iriam dificultar a vida. Isto está tudo em tribunal. Rejeitámos e riscaram-nos. Deviam saber que vamos defender os interesses do Barça até à última pinga de sangue. Fazemos isto porque amamos o clube", rematou.

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