Marcos Maynar condenado por tráfico de medicamentos mas absolvido de dopagem

Antigo médico da equipa de ciclismo portuguesa LA-MSS já tinha sido detido em 2004 numa operação contra o tráfico de substâncias dopantes nos ginásios

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Médico foi absolvido pelo crime de dopagem desportiva
Marcos Maynar (na foto, de camisa branca)
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Marcos Maynar (na foto, de camisa branca)
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Marcos Maynar (na foto, de camisa branca)
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O médico espanhol Marcos Maynar foi condenado por um tribunal de Cáceres a dois anos de prisão por tráfico de medicamentos não autorizados, mas absolvido pelo crime de dopagem desportiva.

Maynar, professor titular da Universidade da Extremadura (UEx), ficou ainda impedido de exercer oficialmente atividades ligadas à medicina e ao treino físico ou desportivo durante 21 meses, segundo a sentença, a que a agência noticiosa EFE teve hoje acesso.

Também pelo tráfico de medicamentos não autorizados foi ainda condenado, mas a nove meses de prisão, Ignacio Bartolomé, estudante de doutoramento e colaborador de Maynar na UEx, enquanto o antigo ciclista Vicente Belda e o treinador Raúl Bernal foram absolvidos deste ilícito.

O juiz considerou provado que Maynar e Bartolomé prescreveram a um grande número de desportistas, profissionais e amadores, várias substâncias identificadas por "café", "força" e "lactato".

O tribunal apurou que as cápsulas de "lactato" eram compostas por uma substância ativa de estrutura compatível com ácido dicloroacético, conhecido como DCA, que pode diminuir o nível de lactato com o exercício físico prolongado e cuja distribuição não está autorizada em Espanha.

Contactado pela EFE, Ángel Luis Aparicio, o advogado de Maynar, assumiu a satisfação com a absolvição pelo crime de dopagem, confirmando que vai recorrer da condenação por tráfico de medicamentos perante a Audiência Provincial de Cáceres.

Maynar tinha sido detido em maio de 2022, em Cáceres, no âmbito da 'Operação Ilex', sob acusação de administração de substâncias dopantes, tráfico ilegal de medicamentos e um crime contra a saúde pública.

O antigo médico da equipa de ciclismo portuguesa LA-MSS já tinha sido detido em 2004 numa operação contra o tráfico de substâncias dopantes nos ginásios.

Cinco anos depois, foi suspenso por 10 anos pela Federação Portuguesa de Ciclismo "por, durante a época desportiva de 2008, ter prescrito e/ou fornecido substâncias proibidas e mascarantes a alguns ciclistas" da LA-MSS.

Em 2015, o médico foi um dos seis acusados num alegado caso de dopagem a remadores do clube de Urdaibai, tendo sido absolvido no julgamento.

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