Mendy recorda calvário: «O médico chegou a falar em amputação»

Lateral-esquerdo francês do Real Madrid passou momentos complicadas ainda muito jovem

Ferland Mendy, lateral-esquerdo do Real Madrid, concedeu uma entrevista ao site da UEFA, no lançamento da eliminatória dos oitavos-de-final da Liga dos Campeões, em que os merengues vão defrontar a Atalanta, de Itália.

O jogador francês acabou por recordar um episódio chocante na sua carreira, quando ainda era muito jovem. 

"É uma história longa. Passei por um momento complicado, mas acabou tudo em bem. Estive sete anos no PSG, comecei lá nos sub-11 e lesionei-me antes de entrar para a academia. Tinha artrite na anca e apanhei uma infeção, tiveram de operar-me e passei muito tempo no hospital. Estive imóvel dois a três meses. Depois da cirúrgia, o médico veio ver-me e disse-me que o futebol tinha acabado, para mim. Chegou mesmo a falar de uma possível amputação. Passei bastante tempo numa cadeira de rodas, depois de muletas e tive de aprender a andar novamente", contou o lateral.

Apesar de tudo, o atleta, de 25 anos, nunca desistiu, mesmo tendo sido muito complicado manter a esperança.

"Fiz tratamentos em vários locais, mas sempre pensei que podia voltar a andar no imediato. Tentei, um dia, saí da cadeira e caí logo. Não tinha força nas pernas, porque não tinha caminhado e as minhas pernas não se mexiam há muito tempo. Apesar disso, mantive sempre a esperança de que o futebol não tinha acabado para mim e disse a toda a gente que ia voltar. A maioria achou que era impossível, mas aprendi a andar outra vez e joguei com dores na anca durante ano e meio. Nos anos seguinte fui considerado o melhor lateral-esquerdo. Por isso, acho que me dei muito bem", sublinhou.

Já para a partida de quarta-feira, Mendy alerta para os perigos da formação italiana. "Temos de ter cuidado. Não chegaram até esta fase por acaso. Sabemos que é uma equipa que joga bem e marca muitos golos. Vai ser difícil e cremos que vai ser um grande jogo. Temos de dar o nosso melhor para ganhar", salientou o jogador francês que tem no seu treinador, Zinedine Zidane, um ídolo: "É uma lenda e, para ser sincero, é uma honra ser orientado por ele. Quando convives com ele, notas o carisma. É bom vê-lo e também vamos falando da seleção francesa. Dá-me conselhos e por isso dou tudo em todas as partidas."

Por Luís Magalhães
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