Neville ainda tem pesadelos com o Valencia: «Não estava preparado para aquele nível»

Antigo internacional inglês faz revelações sinceras sobre aventura em Espanha

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A passagem de Gary Neville pelo cargo de treinador do Valencia, em 2015/16, continua na mente de muitos adeptos do clube espanhol. Foram apenas 28 jogos ao comando da equipa mas as memórias perduram porque, diga-se em abono da verdade, nada correu bem nesse curto casamento de apenas 28 jogos entre o antigo internacional inglês e a turma valenciana.

De resto, foi o próprio Neville a regressar ao assunto no podcast 'Stick To Football', assumindo que não estava preparado para o cargo e revelando também que foi alvo de Luis Enrique, quando o espanhol liderava o Barcelona.

"Lembro-me de tal forma dessa aventura que não voltei a treinar nenhum clube... Aquilo foi mau, porque não trabalhei o suficente e não estava preparado. Fui fazer um favor ao presidente Peter Lim", registou, destacando que quando entendeu precocemente que não tinha mãos para aquele projeto, começou a sentir efeitos físicos da pressão a que estava sujeito: "Depois de dois meses a trabalhar em Valencia, lembro-me que me olhei ao espelho e pensei que tinha aspeto de doente."

Quanto aos duelos com Athletic Bilbao e Barcelona, ainda motivam pesadelos: "Lembro-me de jogar três vezes contra o Athletic Bilbao, nos quartos de final da Liga Europa e num jogo da Liga, e o Ernesto Valverde era o treinador deles. Jogou com um sistema diferente daquele que eu achava que ia utilizar e, de repente, alterou o modelo em pleno jogo. Nessa altura percebi que não estava nem perto daquele nível. Ver o Valverde em ação fez-me perceber que estava a quilómetros de distância."

"Aconteceu algo semelhante contra o Diego Simeone. Joguei contra ele e senti que me superava em todos os aspectos - tática, gestos na linha lateral e até a forma como intimidava os adversários", registou sobre o timoneiro argentino do Atlético de Madrid, antes de rematar com uma 'maldade' Luis Enrique: "Perdemos 7-0 com o Barça. Quando estava 5-0 o Luis Enrique não tirou Neymar, nem Messi, nem Luis Suárez. No fim do jogo passou por mim e não me estendeu a mão. Senti que me estava a enviar uma mensagem de que aquele não era o meu lugar."

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