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Em 1999/2000, a pacata cidade da Corunha foi abalada por um furacão...
Em 2000, a pacata cidade da Corunha foi abalada por um furacão chamado Real Club Deportivo de La Coruña. Como o próprio nome indica, este era o maior clube da cidade e, de forma inédita, acabara de conquistar o título de campeão nacional, interrompendo a habitual hegemonia Barcelona/Real Madrid, onde apenas eram intrusos Atlético Madrid ou Valencia. Agora, cerca de uma década depois, está tudo muito diferente...
Num plantel onde o holandês Roy Makaay era a estrela, também havia sangue português, com o avançado Pedro Pauleta a cumprir o segundo e último ano da aventura por terras galegas. Se no primeiro fez 10 golos na Liga, no segundo baixou para oito, mas mesmo assim ajudou a fazer história na cidade galega, que tem uma população aproximada de 250 mil pessoas. Havia também o guarda-redes camaronês Jacques Songo'o, o eterno Manuel Pablo, o marroquino ex-sportinguista Noureddine Naybet ou o brasileiro Djalminha.
A temporada do título foi de sonho e os números mostram isso mesmo. Em 38 jornadas, os homens da Corunha foram líderes em 28, não deixando a dianteira desde a 12.ª ronda até final. Terminariam com 69 pontos, mais 5 do que o Barcelona, que na altura tinha nomes como Guardiola, Ronald de Boer, Luís Figo, Patrick Kluivert ou Rivaldo. De pouco valeram as estrelas aos catalães, que não souberam sequer vencer um dos jogos entre ambos, perdendo os dois encontros por 2-1.
Houve também uma curta aventura europeia, na Taça UEFA, com a queda na quarta ronda da prova, perante o Arsenal, depois de um pesado 5-1 em Highbury. Se esse ano ficará para a história, os dois seguintes também ficarão eternamente gravados nas páginas que se dedicarem a retratar o emblema fundado em 1906...
Um título perdido... em cima da meta
Vicecampeões em cinco ocasiões, os deportivistas tiveram em 1993/94 a época de maior amargura da sua história. Se ser segundo já é algo complicado de se digerir, pior é ser segundo num campeonato onde falharam um penálti aos 90 minutos diante do Valencia, que em caso de cobrança valeria o título nacional. O vilão foi Miroslav Djukic, defesa sérvio que agora é treinador do... Valencia. Seria campeão o Barcelona, o tal Dream Team, com Ronald Koeman, Guardiola, Romário, Stoichkov e Michael Laudrup, comandado pelo holandês Johan Cruyff.
Poucos anos depois, mais precisamente em 2011, Fernando Giner, que foi central no emblema che, admitiu que os jogadores dos valencianos terão sido abordados por elementos do Barcelona, que prometeram pagar 3 milhões de pesetas (18030 euros) caso o clube conseguisse travar o Deportivo. Conseguiram-no, mas com a preciosa ajuda de Djukic...
Sonho travado na vizinha Invicta
Três anos depois da conquista do título e de dois vicecampeonatos consecutivos (2000/01 e 01/02), o Deportivo conseguiria em 2003/04 uma das suas melhores campanhas europeias. Na Liga dos Campeões, eliminou Juventus e AC Milan, mas não resistiria ao poderio do FC Porto de José Mourinho. Foi nas meias-finais, depois de um 0-0 que vinha do Riazor. No Dragão um só golo chegou, da autoria de Derlei, avançado brasileiro que foi um dos grandes destaques da caminhada dos portugueses até ao título em Gelsenkirchen.
O declínio e a queda à Segunda
Depois desse ano de grande qualidade na Europa, a "geração de ouro" galega começava a envelhecer e a rumar a outras paragens. O clube tentou sobreviver e ainda ficou mais sete temporadas no convívio dos grandes, mas 2010/11 encheu outra página de história pela negativa: a descida de divisão. O ano seguinte, com alguns portugueses (Bruno Gama, Zé Castro e Diogo Salomão), marcou o regresso à elite, mas apenas por outra temporada, pois no seguinte voltaria à Segunda.
Agora, com dívidas de valor assinalável, o clube galego corre o risco de cair ao terceiro escalão, uma divisão que apenas em uma ocasião foi disputada pelos deportivistas. Será a hora de tentar reerguer um clube que outrora foi o orgulho da Corunha, uma cidade que tem fortes ligações a Portugal.
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