Nuno vence e respira de alívio
Com Rúben Vezo e João Cancelo no onze (André Gomes ficou de fora por lesão), o emblema che revelou nervosismo e sentiu dificuldades para bater a equipa de Miguel Lopes...
O ambiente estava tenso no Mestalla, e não era caso para menos. O Valencia chegava de três encontros consecutivos sem vitórias – Zenit, Betis e Espanyol – e Nuno Espírito Santo precisava urgentemente de vencer na receção ao Granada para respirar de alívio e afastar o cenário do despedimento. O treinador português bem pode agradecer ao defesa Mustafi – autor do único golo, através de um cabeceamento certeiro (26’) – para conquistar um precioso triunfo, mas não se livrou de ouvir assobios no final do encontro, devido a mais uma exibição pouco convincente.
Com Rúben Vezo e João Cancelo no onze (André Gomes ficou de fora por lesão), o emblema che revelou nervosismo e sentiu dificuldades para bater a equipa de Miguel Lopes, que registou a quarta derrota seguida na prova e deu sequência aos maus resultados no Mestalla: 20 derrotas e dois empates. A jogar sobre brasas, o Valencia venceu pela primeira vez em casa na Liga esta temporada, depois de três empates seguidos.
Mudança de atitude Primeiro ganhar e só depois começar a apresentar um estilo de jogo atrativo. Parece ser esta a receita de Nuno para colocar o Valencia de novo nos lugares cimeiros, mas não escondeu que a ansiedade dos seus jogadores foi um obstáculo. "Era notória a intranquilidade que chegava das bancadas e isso refletiu-se no relvado. Numa ferida com sangue, a primeira coisa a fazer é fechá-la", comentou o técnico português, de41 anos. "Temos ainda muito trabalho pela frente. Vai chegar o dia em que as oportunidades criadas vão traduzir-se em golos", prometeu Nuno, que agora defrontar o Lyon na terça-feira na Champions.