O duro relato de Juan Carlos Unzué sobre a esclerose lateral amiotrófica: «Prefiro morrer mais cedo»

Antigo guarda-redes e treinador espanhol explica que, por enquanto, ainda sente que conseguiu "viver uma vida plena"

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Juan Carlos Unzué foi diagnosticado com esclerose lateral amiotrófica em 2019
Juan Carlos Unzué foi diagnosticado com esclerose lateral amiotrófica em 2019 • Foto: Getty Images

Juan Carlos Unzué, antigo guarda-redes e treinador espanhol, revelou, em declarações no programa '59 segundos', como tem sido viver com esclerosa lateral amiotrófica, doença que lhe foi diagnosticada em 2019 e que, segundo o próprio, tem condicionado "muita gente à sua volta".

"Tenho a sensação que já tenho esta doença há muito tempo. Foi algo que condicionou, de certa maneira, muitas pessoas à minha volta. E, pelo que percebi, não conseguirei ter qualidade de vida suficiente para continuar a desfrutar. Prefiro morrer um pouco mais cedo e com a sensação de que consegui viver uma vida plena, que é aquilo que sinto hoje", lamentou Unzué, atualmente com 57 anos.

O ex-guardião de clubes como Osasuna, Barcelona e Sevilha, que mais tarde foi treinador em Espanha, recordou ainda como foram os primeiros tempos após descobrir que sofria daquela doença: "Estava a orientar o Celta de Vigo e, a meio da temporada, comecei a sentir um cansaço exagerado. Decidi descansar um pouco. Dois ou três meses depois, um dos meus dedos da mão esquerda começou a funcionar de forma diferente dos outros. O mesmo aconteceu, mais tarde, com um dedo do pé. 18 meses depois, os médicos disseram-me que sofria de esclerose lateral amiotrófica", relatou.

Unzué, recorde-se, convocou a imprensa para, em junho de 2020, revelar que tinha sido diagnosticado, no ano anterior, com esclerose lateral amiotrófica (ELA).

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