Oblak lembra primeiros tempos no Atlético Madrid: «Não falava com ninguém...»

Guardião esloveno assume que passou por momentos complicados

• Foto: Reuters

No Atlético Madrid desde 2014, e atualmente visto como elemento fundamental no sucesso recente do Atlético Madrid, Jan Oblak não teve um começo propriamente fácil nos colchoneros. Contratado ao Benfica por 15 milhões de euros, o esloveno demorou a impor-se e, assume agora, chegou mesmo a atravessar uma fase na qual se sentiu triste e só na capital espanhola. A situação foi de tal forma complexa, que o guardião nos seus começos em Madrid se fechava em si e não falava com ninguém.

"Reconheço que o início foi um pouco complicado. Mal cheguei lesionei-me e o Miguel Ángel Moyá começou a jogar e a assinar boas exibições. Por isso acabei por ficar no banco, à espera da minha oportunidade. Nesse tempo pouco falava, nem com Simeone nem com ninguém. Era um miúdo que tinha chegado muito jovem, ainda a aprender espanhol, que não sabia bem como comunicar. Necessitava de mais tempo. Para além disso, comecei a ouvir as primeiras dúvidas sobre mim... Fiquei um pouco solitário e triste, mas dediquei-me a trabalhar e a esperar a minha oportunidade", lembrou o guardião esloveno, ao programa 'Club del Deportista'.

Tudo mudaria alguns meses depois, precisamente também por causa de um azar, agora de Moyá. Diante do Bayer Leverkusen, em algo que mais parecia retirado do cinema, o guardião espanhol lesionou-se e Oblak teve de assumir a titularidade. Fê-lo tão bem que acabou a noite como herói, ao ser decisivo no apuramento do Atlético Madrid para os quartos-de-final da Champions. Daí em diante nada foi igual... "Sabia que apenas precisava de uma oportunidade para agarrá-la com as duas mãos e demonstrar a todo o Mundo que estavam errados", recordou.

Uma equipa em construção

Na mesma entrevista, Oblak assumiu que o Atlético Madrid se encontram num processo de crescimento, pelo que é necessário dar tempo para que tudo entre nos eixos. "Houve muitas mudanças e é preciso tempo para construir um novo grupo. Uma base nova e sólida, porque a que tivemos nos últimos sete anos já não está cá. E os começos, como me aconteceu, podem ser complicados. Creio que todos estamos a fazer um bom trabalho para criar um grupo forte e não tenho dúvidas de que as coisas vão melhorar e vamos acabar onde queremos", concluiu.

Por Fábio Lima
Deixe o seu comentário

Últimas Notícias

Notícias
Subscreva a newsletter

e receba as noticias em primeira mão

ver exemplo

Ultimas de Espanha

Notícias

Notícias Mais Vistas

Copyright © 2019. Todos os direitos reservados. É expressamente proibida a reprodução na totalidade ou em parte, em qualquer tipo de suporte, sem prévia permissão por escrito da Cofina Media S.A. Consulte a Política de Privacidade Cofina.

0