Piqué em lágrimas: «Só queria que o jogo acabasse...»

Central do Barcelona defende causa catalã e admite mesmo deixar a seleção espanhola... se Lopetegui entender

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Piqué 'desmanchou-se' em lágrimas devido à situação na Catalunha

Foi um Gerard Piqué emocionado mas também determinado que encarou o facto de o Barcelona-Las Palmas deste domingo ter sido disputado à porta fechada devido ao referendo sobre a independência da Catalunha. Uma causa que o central defende veementemente, deixando duras críticas ao governo espanhol pela forma como atuou hoje. Ao mesmo tempo, o defesa admitiu deixar a seleção espanhola... caso seja esse o entendimento dos responsáveis. Um discurso de teor político poucas vezes visto num jogador e que promete marcar os próximos tempos. "Só queria que o jogo acabasse o quanto antes, conquistar os três pontos e ir embora."

Realização do encontro: "A direção tentou suspender o encontro mas não foi possível. Foi ao balneário para debatermos o tema. Na verdade, foi difícil jogar com tudo o que estava a acontecer. Foi um dia muito duro, em que famílias queriam votar e a Polícia Nacional e a Guarda Civil Espanhola... as imagens falam por si. O mundo inteiro viu as imagens e haverá consequências. (...) A Liga Espanhola e o Las Palmas queriam jogar e nós, enquanto clube, decidimos fazê-lo também. Foi a decisão que se tomou, pouco me importa."

Críticas ao primeiro-ministro espanhol: "Quando se vota, fazemo-lo 'sim', 'não' ou em branco... mas vota-se. Neste país, durante muitos anos de franquismo, não se podia votar. Sou e sinto-me catalão e hoje, mais do que nunca, sinto-me orgulhoso das pessoas na Catalunha que se comportaram de forma maravilhosa nestes setes anos, em que não houve qualquer (emociona-se e demora a concluir)... violência e hoje veio a Polícia Nacional e a Guarda Civil Espanhola, que atuaram desta forma. Estamos num país que tem um chefe de governo (Mariano Rajoy) e um partido (PP) que utiliza todos os meios para mentir. (...). Foi uma das piores decisões dos últimos 50 anos e só vai separar mais a Catalunha da Espanha, mas temos um primeiro-ministro que tem o nível que tem, que nem sabe falar inglês."

Presença na seleção espanhola: "Acho que posso continuar a ir à seleção espanhola porque há muita gente em Espanha que desaprova estes atos e acreditam na democracia. Mesmo votando sim (na independência da Catalunha), penso que posso ir à seleção espanhola, pois o meu passaporte e ADN são espanhóis. Ir à seleção não é uma questão patriótica, é ir e dar o máximo. Houve muitos que se naturalizaram e sentiam tanto a seleção como outros. É uma questão de ir e ganhar. Mas se Lopetegui ou a Federação Espanhola entenderem que sou um problema, deixo a seleção antes de 2018."

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