Quando Luis Enrique salvou Robert Moreno: «Só tinha dinheiro para pagar a casa mais três meses»

Ex-adjunto do treinador do PSG recordou momento difícil, antes de assinar com o Celta

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Robert Moreno foi adjunto de Luis Enrique de 2008 a 2019
Robert Moreno foi adjunto de Luis Enrique de 2008 a 2019 • Foto: AP

Robert Moreno, hoje a treinar o Sochi da Rússia, foi durante muitos anos adjunto de Luis Enrique, com a ligação profissional entre ambos a terminar em 2019, quando este deixou a seleção espanhola. Numa entrevista ao podcast 'Offsiders', Moreno recordou esses tempos em que coadjuvou o atual técnico do PSG e contou um momento difícil, quando atravessou grandes dificuldades económicas.

"Quando saímos da Roma [em 2011/12], o Luis Enrique disse que queria parar, porque precisava de descansar. Os meus primeiros ordenados decentes foram na Roma e eu sou muito poupado, porque é isso que te ensinam quando nasces numa família mais humilde. Só que os meses iam passando, tinha a hipoteca para pagar e o dinheiro estava a acabar-se", começa por contar.

A situação económica do técnico agravou-se e este começou a temer o pior: "Chegámos a maio e só tinha dinheiro para pagar a casa até setembro". Até que chegou uma oferta, mas para piorar, Luis Enrique não estava nada convencido.

De repente, ele recebe uma chamada e vai-se embora. Quando regressa, diz: 'assinámos com o Celta'
Robert Moreno

Treinador

"Ligou-me a mim e aos outros adjuntos e disse que só tínhamos uma proposta do Celta e que provavelmente não iríamos chegar a acordo e que estava a pensar até em deixar de treinar. Depois chama-nos para jantar para falar sobre o assunto", conta, admitindo que foi difícil esconder o desespero nesse jantar: "Nesse momento, tive de pensar: 'esquece-te de ti próprio e concentra-se nele, porque ele está a tentar dizer-te algo que é importante para ele'. Disse apenas que estava ali para o ajudar e que a decisão é dele e a pensar no que ia dizer à minha mulher quando chegasse a casa."

Contudo, quando Moreno já tinha atirado a toalha ao chão, houve fumo branco na situação: "De repente, ele recebe uma chamada e vai-se embora. Quando regressa, diz: 'assinámos com o Celta.' Num minuto, passei de ter dinheiro para três meses para assinar com o Celta".

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