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Ramón Calderón: «Florentino Pérez dizia que Ronaldo estava sobrevalorizado»

Antigo presidente lembra conversas ainda antes de CR7 rumar a Madrid

• Foto: Getty Images
Presidente do Real Madrid entre 2006 e 2009, e responsável pela concretização da transferência de Cristiano Ronaldo para o Real Madrid, Ramón Calderón revelou esta sexta-feira que a relação azeda entre o avançado português e Florentino Pérez começou ainda antes de CR7 aterrar na capital espanhola. Tudo porque, no entender do antigo presidente dos merengues, o internacional luso estava... "sobrevalorizado".

"O Ronaldo tinha vontade de mudar, queria vir para o Real Madrid. Estava muito motivado pela possibilidade vir para cá, porque o clube lhe dava muito do ponto de vista pessoal, pois queria ganhar mais títulos e triunfar aqui. Também queria reconhecimento, nomeadamente com Bolas de Ouro. Foi um ano e meio de duras negociações, mas o Manchester United acabou por aceitar a nossa proposta. Para mim foi um alívio ver o Florentino contratá-lo e a não renunciar, pois antes da contratação dizia que o Cristiano estava sobrevalorizado", lembrou, em declarações ao programa 'Ídolos'.

Para Calderón começou aí a má relação entre presidente e o avançado português, que duraria durante toda a sua passagem pelo clube madrileno. "Aconteceu isso porque foi um jogador contratado por mim. Os presidentes estão de passagem e quem contrata os jogadores é o Real Madrid, que também contrata dirigentes. O Florentino aproveitou o facto de estar como presidente e assim aconteceu. A partir daí, a relação foi má. O Cristiano pede um aumento, porque pensa que o merece - e merecia-o. Também o pede porque percebe que o Real Madrid estava disposto a gastar 350 milhões de euros num jogador, que iria ganhar 50 milhões limpos. O Ronaldo pede então um aumento de 5 milhões e negam-no", relembrou.

Daí tudo se encaminhou para a transferência inesperada para a Juventus no último verão. "Posteriormente o Cristiano diz que se não o aumentam teria de procurar uma solução e o Florentino, num ato de ignorância, muito comum nele nestes casos, diz-lhe 'traz 100 milhões e vai embora', pensando que com 33 anos ninguém daria 100 milhões por ele. Em março chegam os 100 milhões e, como ele disse perante testemunhas, já não se podia voltar atrás. E estava dada a perda que vemos agora o resultado que teve", atirou o antigo dirigente, em clara alusão à temporada falhada dos blancos, na qual já estão arredados da possibilidade de conquistar qualquer título.
Por Fábio Lima
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