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Quando Florentino Pérez anunciou que colocava o lugar à disposição e que se ia recandidatar à presidência do Real Madrid estava convicto que não teria oposição mas essa certeza durou pouco tempo. E à medida que foi percebendo que Enrique Riquelme queria mesmo avançar entrou em "campo" a mover as suas influências.
Enrique Riquelme conseguiu, este sábado, já muito perto do fim do prazo que o Andbank España lhe desse o aval de 193,7 milhões de euros necessário para formalizar a candidatura. O 'El Mundo' avança que houve pressões e que Florentino Pérez "mobilizou nos últimos dias todos os recursos ao seu alcance para fazer descarrilhar o projeto de Riquelme". O diário espanhol acrescenta que o "banco avalista também sofreu essa pressão".
O aval foi assinado ao meio-dia deste sábado apesar das pressões sofridas nos últimos dias. Ontem, segundo a mesma fonte, Riquelme "viveu ontem horas de enfarte", tendo viajado de Madrid para Sevilha. Só ao final da manhã começou a respirar de alívio depois de durante a semana ter levado com a reposta negativa da banca espanhola, nomadeamente do Santander. "Ninguém queria ficar na foto ao lado do primeiro rival de Florentino em mais de 20 anos", explica o 'El Mundo'.
De acordo com a 'Marca', "não se trata de um aval automático" mas de uma "operação desenhada para ser unicamente ativada num cenário muito concreto: a vitória eleitoral de Riquelme e uma situação económica delicada dentro do Real Madrid."
Está previsto que esta tarde Riquelme vá a Valdebebas e formalize a candidatura. Depois fará uma declaração mas, ao que tudo indica, não serão permitidas perguntas.