O Real Madrid descarta qualquer responsabilidade no fracasso da contratação de David de Gea e deixa implícito que o atraso que comprometeu a operação se deveu ao Manchester United.
Num comunicado em que todo o processo é historiado, o clube espanhol sublinha ter feito tudo quanto era necessário para garantir a contratação do guarda-redes antes da meia-noite de segunda-feira, quando o mercado encerrou em Espanha.
O internacional espanhol encontra-se agora numa situação complicada porque o processo não entrou de forma correta no Transfers Matching System (TMS) da FIFA e não seguiu atempadamente para a liga espanhola (LFP).
Na exaustiva explicação apresentada, o Real Madrid explica que o Manchester United só ontem abriu um canal de comunicação para tratar de um processo complexo, impondo ainda que pretendia ter Keylor Navas como moeda de troca.
Após obtenção de acordo inicial, o Real assegura que enviou os contratos para o United às 13H39 (hora espanhola, 12H39 em Lisboa), só os tendo recebido oito horas depois e com "pequenas modificações" para fazer, as quais foram de imedidato aceites.
De seguida, o clube merengue enviou os contratos assinados por De Gea e Navas para que os red devils os rubricassem às 23H32 espanhola. O United registou os detalhes da transferência de De Gea no TMS à meia-noite espanhola, mas não fez o mesmo em relação a Navas e o Real ficou sem tempo para aceder ao sistema, segundo se pode ler no comunicado.
Às 00H26 espanholas, o TMS ainda abriu dando oportunidade para que os merengues pudessem registrar o negócio, uma vez que o fecho do mercado em Inglaterra acontece apenas hoje. De forma a precaver um eventual contencioso, os merengues remeteram o contrato de De Gea para a LFP, embora sabendo que o prazo tinha expirado.
"O Real Madrid fez tudo o que foi necessário, e em todos os momentos, para concluir essas duas transferências", encerra o comunicado do Real Madrid.