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Morata "traidor" imita Morientes 11 anos depois

Morata "traidor" imita Morientes

A Juventus eliminou o Real Madrid nas meias-finais da Liga dos Campeões, acabando com o sonho merengue de se tornar na primeira equipa a vencer a prova (no seu novo formato) por duas vezes consecutivas, numa eliminatória que teve um claro protagonista principal: Álvaro Morata, avançado espanhol de 22 anos que marcou o golo do apuramento italiano depois de já ter faturado na primeira mão, em Turim.

Morata, nascido na capital espanhola, passou pelos escalões de formação do At. Madrid e do Getafe antes de rumar finalmente ao Real Madrid, com 15 anos. Foi em Valdebebas que nasceu para o futebol, descando-se posteriormente não só na equipa B dos blancos (55 golos pelo Real Castilla), como nas seleções jovens espanholas (49 golos), onde é um dos melhores marcadores de sempre, desde os sub-17 aos sub-21.

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Na transição para os seniores, Morata até mereceu aposta prematura de José Mourinho - estreando-se pela equipa principal em 2010, aos 17 anos - e até mereceu um número de jogos (55) considerável para um clube em que a política (e sede) de compra tem muito mais peso do que a cultura da formação.

No final da temporada passada e depois de uma época em que não jogou tanto como desejava com Carlo Ancelotti, o jovem madrileno forçou a saída e não foi difícil para o Real Madrid encontrar mercado para uma das maiores coqueluches do futebol espanhol. Em Turim, Morata encontrou o espaço que nunca havia tido e fez com que o seu talento se tornasse rapidamente evidente, somando já 13 golos em 43 encontros.

Quis o destino que o momento mais alto da carreira fosse vivido num dos locais mais especiais para a sua carreira - o Santiago Bernabéu - e com Carlo Ancelotti, o técnico que pouco (ou nada) fez para o segurar no Real Madrid, sentado no banco adversário.

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"Não festejei o golo e voltaria a repetir essa atitude mil vezes. Sou e sempre serei adepto do Real Madrid e preferia que esta noite tivesse acontecido diante de qualquer outra equipa, mas a vida é mesmo assim. Aqui nunca ninguém me tratou mal", confessou o jovem avançado em declarações logo após o encontro.

Reviver Morientes

Ver um dos seus filhos pródigos brilhar no Bernabéu por uma equipa adversária não é propriamente uma situação nova para os adeptos do Real Madrid. A sensação de dejà-vú sentida pelos merengues na quarta-feira à noite faz-lhes certamente relembrar o nome de Fernando Morientes.

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Em 2004, emprestado pelos blancos ao Monaco após uma época de utilização residual, o avançado espanhol marcou dois golos na eliminatória de quartos-de-final da Liga dos Campeões diante do Real Madrid, que a formação do Principado acabaria por vencer, rumo a uma final onde acabaram batidos pelo FC Porto de José Mourinho.

Para a Liga dos Campeões, estes são os casos mais marcantes de "traidores" no Real Madrid, embora situações semelhantes tenham acontecido no passado em outras competições. Schuster (marcou pelo At. Madrid na final da Taça do Rei de 1992), Samuel Eto'o ou o mais recente caso de Dani Parejo são apenas alguns exemplos.

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