Para poder usar esta funcionalidade deverá efectuar login.
Caso não esteja registado no site do Record, efectue o seu registo gratuito.
Treinador do Real Madrid voltou a ser confrontado com o assunto na conferência de antevisão ao encontro com o Osasuna
Arbeloa voltou esta sexta-feira a ser confrontado com o caso Vinícius-Prestianni que marcou o Benfica-Real Madrid disputado na terça-feira no Estádio da Luz e que tem dado muito que falar a nível mundial. O treinador dos merengues disse que o brasileiro "tem estado triste" e "muito indignado com o que aconteceu" e salientou que o racismo "não tem lugar no desporto" e na sociedade.
"O Vini tem estado triste, como todos nós temos estado. Sobretudo, está muito indignado com o que aconteceu. É um ato racista que não tem lugar no desporto nem na nossa sociedade. Temos uma oportunidade enorme para não deixar isto passar e continuar a lutar contra este flagelo que é o racismo", referiu na conferência de imprensa de antevisão ao encontro de amanhã com o Osasuna a contar para a 25.ª jornada da La Liga, acrescentando: "O que é realmente importante é lutar contra atos como o que vivemos no outro dia. É uma situação inaceitável que não vamos permitir. Todos se posicionarão contra isto. Quero ser muito claro: não queremos que isto volte a acontecer num campo de futebol. Nada, absolutamente nada, justifica um ato racista".
Arbeloa disse ainda que ficou muito "orgulhoso" pela forma como os restantes companheiros de equipa apoiaram Vinícius: "Foi decisão do Vinícius; se ele disser para sairmos, saímos todos para o balneário. Não me vou sentir mais orgulhoso do que me senti no outro dia pela forma como todos reagiram. Nada me deixa mais orgulhoso do que ver como eles rodearam o seu colega".
Relacionadas
Questionado sobre se ficou dececionado com a reação de José Mourinho, Arbeloa preferiu não "desviar o assunto": "Toda a gente viu o que aconteceu, estávamos todos a ver o jogo. Isso é o que é realmente importante, não podemos desviar o assunto".
"Não gosto de comentar as opiniões dos outros, nem do Kompany, nem do Mou, nem de ninguém. Cada um é livre de dar a sua opinião, eu dou a minha. O Vini marcou um golaço e celebrou o golo como já vimos centenas de vezes, em muitos jogadores, independentemente da sua cor. Não podemos transformar a vítima em provocador. Repito: nada do que o Vini fez justifica um ato racista", reiterou, antes de considerar que a UEFA deve sancionar Prestianni:
"Não me compete a mim, não me cabe a mim saber como a UEFA deve reagir. Mas acredito que deve haver uma sanção. Temos uma excelente oportunidade para marcar um antes e um depois. Sabemos a paixão que o futebol desperta, mas o que aconteceu é intolerável".
"O Vinícius está a decidir jogos, a marcar golaços, a carregar a equipa às costas... E não tem medo. Consegue passar por situações como a do outro dia e voltar ao campo. Todos recebemos insultos, infelizmente, mas nunca fui insultado pela cor da minha pele; não sei se seria capaz de voltar ao campo como ele fez. Vamos estar ao lado dele, a defendê-lo", finalizou.
Departamento clínico do Real Madrid continua sob fogo cerrado após a saga de Mbappé
Avançado do Real Madrid e da França põe os pontos nos i's
Incidentes registados no encontro com o Real Madrid, a 17 de fevereiro
Germânico rendido às exibições do médio uruguaio do Real Madrid
Extremo 'explode' nas redes sociais
Antigo treinador de Sporting e Real Madrid tem 77 anos
Incidente deu-se no encontro com Quinta dos Lombos a que o ala assistiu. Jogava o seu filho
Bruno Andrade, extremo do AFC Rushden & Diamonds, é um jogador livre