Eduardo Camavinga: o angolano que perdeu tudo num incêndio vai cumprir uma profecia

'Marca' recorda palavras do pai do jogador do Rennes

• Foto: D.R.

Eduardo Camavinga é o miúdo de quem se fala em Madrid até pelo futuro que tem à sua frente. O médio do Rennes, de apenas 17 anos, é dado como possível reforço do Real Madrid já no próximo defeso, por somas a rondar os 60 milhões de euros. Não é para menos já que o menor de idade se impôs pela formação francesa e em 2019/20 soma 35 encontros oficiais e um golo apontado. É titular absoluto na Ligue 1.

Além disso, é também o trajeto deste menino nascido em Angola que também dá que falar segundo recordou o jornal 'Marca'. Camavinga nasceu em Miconje, na província de Cabinda e mudou-se com menos de um ano de idade para França, mais propriamente para a pequena cidade de Fougeres, na Bretanha, fugindo à guerra no país-natal. 

Foi no modesto emblema Drapeau Fougeres que Camavinga começou a dar os primeiros passos até ser convidado para jogar pelo Rennes num torneio de verão, com apenas sete anos, tendo tido sempre o hábito de jogar em escalões acima da sua idade, como está a acontecer atualmente.

Em 2013, um episódio triste acabaria por mudar a sua vida: a casa onde morava ardeu por completo ficando o jovem futebolista e a família sem nada. "Era um mar de lágrimas", lembra Nicolas Martinais, homem de confiança de Camavinga, a tristeza daquela família que não se encontra só, de qualquer das formas. O Drapeau Fougeres realizou um evento solidário de forma a angariar dinheiro de forma a garantir as primeiras necessidades dos familiares de Camavinga, um de seis irmãos.

Depois disso, em declarações ao 'Ouest France', o pai do jovem médio declarou em jeito de profecia que agora está prestes a ser cumprida: "Não te preocupes, um dia vais ser um grande futebolista e reconstruirás esta casa", sublinhou Celestino.

O que é certo é que ainda hoje o incêndio tem causado transtornos a Eduardo Camavinga. Ainda em 2020, de forma a certificar a nacionalidade francesa, o jogador teve problemas em comprovar a sua identificação face à inexistência de documentos que desapareceram com o incêndio, ele que chega à maioridade apenas em novembro.

Por Flávio Miguel Silva
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