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Isco, o 23 de Beckham e um cão chamado Figo

A fama de ser adepto do Barcelona não larga Isco, mesmo depois de ter sido apresentado no Santiago Bernabéu...

Isco, o 23 de Beckham e um cão chamado Messi
Isco, o 23 de Beckham e um cão chamado Messi • Foto: REUTERS

O médio Isco, que o Real Madrid contratou ao Málaga, foi esta quarta-feira apresentado no Estádio Santiago Bernabéu perante 6 mil adeptos e a curiosidade de vestir a camisola com o número 23 – o mesmo que precisamente há 10 anos e 1 dia foi envergado por um tal de David Beckham.

O primeiro galáctico, que chegou ao clube em 2003, não pode ficar com o 7 que sempre usou no Manchester United porque era esse o número de Raul, capitão e grande estrela do Real Madrid. Foi-lhe proposto o número 4, depois de Fernando Hierro se ter retirado, mas o inglês acabou por escolher o 23, em homenagem a Michael Jordan, o antigo basquetebolista dos Chicago Bulls. Quando foi para o LA Galaxy, Beckham manteve o 23.

Não deixa de ser curioso que quando Cristiano Ronaldo chegou ao Real Madrid também não pôde ficar com o 7, porque Raul ainda estava no clube. Mas assim que o avançado rumou ao Médio Oriente, o português apossou-se do mítico número.

Para Isco, passar a usar o 23 que foi de Beckham não representa qualquer pressão extra, conforme disse na cerimónia de apresentação.

“Escolhi o 23 porque é o dia do aniversário do meu irmão,” disse o médio, de 21 anos, que apesar de se dizer feliz por representar “o maior clube do Mundo”, ficou a ver o próprio irmão beijar o escudo do Real Madrid na camisola que vestiu perante os sócios.

O 23 estava vago nas duas últimas temporadas no Real Madrid, depois do alemão Mezut Özil ter sido o último jogador a usá-lo, quando chegou ao clube, em 2010. Antes de Özil, fora o holandês Van der Vaart a usá-lo.

Na apresentação aos jornalistas, houve quem quisesse colocar em causa o madrilismo de Isco, por vezes acusado de ser adepto do Barcelona. Motivo: o seu cão dá pelo nome de Messi. Mas também para isso o jovem médio teve resposta bem-disposta.

“É verdade, mas também já tive outro caso chamado Figo”. Ficou por esclarecer se batizou o animal quando o médio português jogava no Barcelona ou só depois de chagar ao Real Madrid.

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