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Isco tem 30 milhões de razões para ser titular

Isco tem 30 milhões de razões para ser titular
Isco tem 30 milhões de razões para ser titular • Foto: GETTY IMAGES

A Espanha despertou em 2009 para um jovem de 17 anos de nome Francisco Román Alarcón Suárez, que preferia ser chamado pelo diminutivo. Isco.

Marcara três golos e fora um dos pilares da seleção no Mundial Sub-17 da Nigéria e, à chegada, numa entrevista ao jornal valenciano "Super Deporte" disparara um duas frases bombásticas:

"Sou um pouco antimadridista, embora ninguém possa dizer onde irá estar no futuro. Tenho impressão de que o Real Madrid é um clube arrogante e, sem humildade, não chegas a nenhum lado."

Mas isto foi no verão de há quatro anos. Agora, Isco, que continuou a crescer a olhos vistos, chegou ao cobiçado prémio Golden Boy (2012) e ao título europeu sub-21 (2013), é protagonista por se ter transformado no primeiro reforço para 2013/14 do… Real Madrid. O negócio renderá entre 24 e 30 milhões de euros ao Málaga.

A expetativa entre os madridistas é enorme em relação à influência que Iasco poderá ter na equipa do italiano Carlo Ancelotti, que terá ainda a seu cargo uma revolução do plantel, onde entram outros miúdos nascidos no início da década de 1990, como são o caso dos canteranos Nacho, Carvajal, Morata e Jesé Rodríguez.

Um gémeo da cantera

Este último merece um destaque especial pois, na última temporada, na maioria do jogos da equipa B do Real Madrid, o Castilla, atuou na mesma posição que Isco ocupou no Málaga, levantando a questão da necessidade da contratação de um futebolista de fora, com estas caraterísticas e por este valor.

Internacionais das camadas de formação de Espanha, Isco e Jesé parecem gémeos.

Isco foi agora determinante no título europeu dos sub-21 espanhóis. Jesé já começou a destacar-se nos sub-20 que estão no Mundial, ao apontar dois golos no 4-1 aos Estados Unidos, e dar a vitória (1-0) sobre o Gana.

Nove meses separam os dois médios ofensivos/extremos, de 21 anos (Isco) e 20 (Jesé), que na temporada passada atuaram preferencialmente no esquerda do tridente de apoio ao ponta-de-lança de Malága e Castilla (equipa B do Real), em 4x2x3x1.

O Real Madrid atuou nesse sistema com Mourinho e deverá continuar assim com Ancelotti.

No plano prático, o lugar que ambos ocuparam na maioria dos encontros em que participaram em 2012/13 está tapado por um colosso chamado Cristiano Ronaldo.

Se derivarem para o meio do tridente ofensivo, chocam com Mesut Özil, Luka Modric e Kaká, que estará de saída, mas que ainda não tem propostas à altura do que o clube pretende.

Pode sempre jogar pela direita, de onde sairá Callejón - e talvez também Ángel Di María -, mas enquanto dextros, perderão capacidade criativa e de remate.

Que sentido faz a contratação de Isco e/ou a integração no plantel principal de Jesé que, na temporada passada, já se queixava de ser ignorado pelo técnico português?

A verdade é que é sempre bom poder fazer a rotação mantendo o mesmo nível de competividade.

Por outro lado, há agora 30 milhões de razões a pressionar Ancelotti para dar a titularidade a Isco , resultantes dos euros do investimento e da qualidade do futebolista.

Como fica Jesé neste cenário? Isso são outras contas, mas a corda parte sempre para o lado mais fraco.

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