Taxista vítima do acidente com Gonzalo Plata não ganhou para o susto: «O impacto foi brutal»
Víctor Calvo ficou sem o carro, que tinha comprado há apenas quatro meses
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Víctor Calvo, o taxista que se viu envolvido no acidente de viação com Gonzalo Plata, contou à Radio Marca que não ganhou para o susto. O homem de 41 anos, taxista há 23, explicou detalhadamente o que aconteceu por volta das 6h30 da manhã da passada quarta-feira.
"Felizmente lembro-me de tudo. Vinha da Fuente Dorada, em Cánovas del Castillo, até ao cruzamento da López Gómez. Só não me lembro é para onde levava a rapariga [a passageira]. Disso não me recordo. Sei que a apanhei na Calle Capuchinos. Tenho por hábito olhar sempre nos cruzamentos, sobretudo se for perigoso. Vi a dianteira do Mercedes branco, que vinha muito depressa, e percebi que me ia bater", explicou.
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Saiu do táxi com a ajuda de transeuntes, que partiram o vidro para que o homem pudesse sair. "Perguntei à rapariga como estava, fazia muito frio e eu estava de manga curta, trabalho sempre assim. Há uma testemunha a quem perguntei o que tinha acontecido, estava preocupado pois não sabia como podia provar que eu passara o verde e ele o vermelho. A rapariga disse-me que viu que ele ia a mais de 85 km/h e que tinha passado o semáforo. Isso tranquilizou-me."
O taxista recorda-se da pancada. "Tivemos muita sorte. O impacto aconteceu na porta atrás de mim, se fosse na minha não sei o que teria acontecido. E se a rapariga tivesse entrado no carro por aquele lado... O impacto foi brutal. Ele vinha muito rápido e nem travou. Voltei a nascer."
Victor conta que falou brevemente com o futebolista que se encontra no Valladolid emprestado pelo Sporting. "Ontem ligaram-me do Valladolid, disseram-me que ele queria falar comigo. Não tinha muita vontade, mas falei com ele e disse-lhe que aquilo não pode acontecer. Não me cabe a mim dar-lhe uma reprimenda", explicou o homem, que tinha o carro há pouco tempo devidamente coberto por um seguro contra todos os riscos. "Tinha-o há apenas quatro meses estou a pagá-lo. Quero voltar a trabalhar o quanto antes."
Recorde-se que Gonzalo Plata acusou o dobro do permitido no teste de álcool.