Marcelino: «Não estou louco nem sou assassino»
"Sou honrado e profissional. Senti-me insultado", atirou o técnico
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A saída de Marcelino Toral do comando técnico do Villarreal foi tudo menos pacífica. O presidente Fernando Roig acusou o seu antigo treinador de facilitar no último jogo da última jornada do campeonato frente ao Sporting Gijón - o Villarreal viria a perder 2-0, ajudando o adversário a permanecer na primeira divisão - e esta terça-feira foi a vez de Marcelino responder às acusações. E não foi nada meigo...
"Não estou louco nem sou assassino. A minha profissão é ser treinador de futebol. Sou honrado e profissional. Senti-me insultado e não vou recuar nas ações legais necessárias", disse Marcelino, que foi igualmente criticado pela sua mulher ter manifestado o desejo do Sporting Gijón manter-se no principal escalão antes do duelo com o Villarreal. "Saio das Astúrias com o trabalho feito, deixámos o Gijón na primeira divisão", tinha dito a esposa de Marcelino no final, através do Twitter, alimentando as suspeições. "Reconheço que foi um erro mostrar o desejo que o Sporting Gijón se mantivesse na primeira divisão", admtiu o ex-técnico do submarino amarelo, que é asturiano de nascimento e antigo jogador do Gijón. "Foi uma declaração infeliz, isso é óbvio", lamentou Marcelino, que também foi criticado por ter dado quatro dias de descanso antes deste duelo da derradeira jornada.
Com esta derrota do Villarreal, o Getafe e o Rayo Vallecano foram despromovidos. Martín Presa, presidente do Rayo, foi também uma das vozes mais críticas em relação a Marcelino. "Espero que esse senhor venha a público pedir desculpas", pediu o treinador.