Renato Veiga: «Em Itália há muita tática, em Espanha prevalece a técnica»
Internacional português compara realidade que viveu na Juventus e que agora encara no Villarreal
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Renato Veiga tem dado passos em frente na carreira e agora prepara-se para mais um compromisso na Liga dos Campeões. O defesa do Villarreal, que cumpriu todos os minutos no quatro jogos da Liga das Nações pela Seleção Nacional com Jorge Jesus ao leme, irá encarar o Nápoles esta terça-feira e vai matar saudades do futebol italiano. É que o central de 23 anos jogou meia época na Juventus antes de se mudar para Espanha.
"Vai ser difícil, obviamente. A equipa de Allegri está em recuperação, se não me engano, fez 7 pontos nos últimos 3 jogos, e, após a derrota com o Arsenal, vem a nossa casa para tentar pontuar", comentou, em entrevista à Gazzetta dello Sport, antes de relativizar a importância do jogo para as contas na Champions, mesmo com uma derrota diante do Borussia Dortmund na primeira jornada. "Mudámos de treinador e renovámos as nossas ambições. É verdade que começámos com uma derrota frente ao Dortmund, mas a equipa está a melhorar e estamos prontos para jogar com o Nápoles. Estamos apenas na segunda jornada. Depois faltarão outras seis, pelo que não se podem tirar conclusões precipitadas. Digamos apenas que, se vencermos, levamos uma bela injeção de moral. Se perdermos, não é nenhum drama", afirmou.
Renato Veiga também aproveitou para traçar as diferenças entre o futebol italiano e espanhol, destacando claramente o que separa estes dois países. "São formas diferentes de entender o futebol. Em Itália há muita tática, o que às vezes acaba por limitar o jogo. Aqui em Espanha prevalece a técnica, a procura pelo jogo e pelo espetáculo. Mas eu adapto-me a qualquer lado", refere o jogador, que também passou por Augsburgo, Basileia e Chelsea desde que saiu do Sporting. Agora, espera assentar em Espanha. "Digamos que me encontro bem aqui, sim. Espero ficar por cá durante algum tempo, já estou cansado de andar a mudar", atirou.
O central confessa que tem acompanhado pouco a Serie A, destacando que "ver a Juventus e o Milan fora da Champions é uma surpresa". Por outro lado, fugiu da pergunta sobre o que se passou entre Cristiano Ronaldo e Jorge Jesus, focando-se na sua própria prestação. "Sem comentários. Estou feliz porque joguei os quatro jogos e conseguimos quatro vitórias", sublinhou, ainda com uma nota para Gonçalo Ramos: "Ele aproveitou da melhor forma a oportunidade e o tempo de jogo que lhe deram."