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Sérgio Conceição: «Jogadores passam muito tempo em casa»

Depois de se ter estreado na terça-feira ao comando do Nantes com uma vitória (3-1) sobre o Montpellier, para a Taça da Liga, Sérgio Conceição têm esta sexta-feira o primeiro contacto com a Ligue 1, na visita a Angers. E apesar do rival não ganhar há cinco jornadas, a tarefa do técnico português está longe de ser fácil, até porque a sua equipa não vence para o campeonato há... sete jogos (cinco derrotas e dois empates), desde 15 de outubro.

"Há muitas coisas a mudar aqui, não é fácil. Quero dar aos jogadores todos os ingredientes para que tenham sucesso", referiu Sérgio Conceição esta quinta-feira, apostado em alterar hábitos no clube, sobretudo ao nível do trabalho diário, naquilo que a imprensa francesa já apelida de 'revolução'.

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Por exemplo, na quarta-feira, a jornada começou às 8h30 e os jogadores apenas saíram de La Jolenière às 18h30, um horário ao qual os franceses não estavam habituados. "Passamos muito tempo no centro de treinos. É um pouco diferente do que conhecia até agora. São dias longos. O treinador dá muita importância ao aspeto tático e, por isso, os treinos são muito longos. E se um jogador não está atento, ele chama-lhe a atenção. É muito meticuloso", referiu Guillaume Gillet.

Já o capitão Rémy Riou refere o mesmo, salientando que "o técnico trouxe rigor, um profissionalismo que talvez faltasse a alguns". Uma realidade que terá mesmo implicações nas habituais férias de Natal e fim do ano, até porque a equipa tem um longo caminho pela frente de forma a escapar dos lugares incómodos da classificação - ocupa o 19.º e penúltimo lugar, com 13 pontos, apenas mais um do que o lanterna-vermelha Lorient.

"A paragem de Natal vai ser diferente daquilo que estava previsto inicialmente. Vou explicar aos jogadores que o seu programa vai mudar porque penso que eles passam muito tempo em casa, e isso não é bom... inclusivamente para as mulheres", adiantou Conceição, em conferência de imprensa, não escondendo um largo sorriso.

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Mas não são só os jogadores a terem que mudar hábitos. Todos os setores do clube terão de o fazer, para corresponder às exigências do técnico português. E apesar do presidente Waldemar Kita ter afirmado no início da semana que Sérgio Conceição é o 'boss' e que é preciso reconhecê-lo como tal, o treinador não vai tão longe.

"Eu não digo que sou o patrão. É natural. Eu sou assim, é a minha maneira de ser. O meu estilo", concluiu, em perfeito francês.

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