Luís Campos: «O Lille é um projeto à minha medida»

Conselheiro desportivo traça objetivos na nova aventura em França

Luís Campos tem dado nas vistas no papel de conselheiro desportivo. Depois de chegado ao Monaco em 2013, o português não tardou em apresentar serviço em França. Trouxe para os monegascos jogadores como El Shaarawy, Lemar, James Rodríguez ou Falcao. Agora, é no Lille que segue a carreira. Em entrevista ao jornal 'L’Équipe' desta terça-feira, o ex-treinador do Gil Vicente explica o quer implementar no futebol francês e o principal objetivo a longo prazo.

"Aceitei porque é um projeto à minha medida, com o qual me identifico. Gosto de encontrar jovens talentos e potenciá-los. O Gérard Lopez [presidente do Lille] veio ter comigo com a ideia de fazer o Lille um clube moderno, quer financeiramente, quer a nível desportivo e isso agradou-me", esclareceu o ex-conselheiro desportivo de José Mourinho e Leonardo Jardim.

Os objetivos de Luís Campos são dois: ver o Stade Pierre-Mauroy, casa do Lille, sempre com a lotação esgotada e potenciar jovens jogadores, fazendo da equipa francesa uma candidata ao título. "Lille é uma cidade de futebol. O meu desejo é que possam estar 50 mil pessoas no Stade Pierre-Mauroy. Para isso temos de ter uma equipa capaz de fazer as pessoas virem ao estádio. O Lille tem um bom plantel, onde todos trabalham em conjunto, mas fiquei surpreendido por jogadores como Bissouma, Mendyl, Kouamé ou Koné não jogarem muito. Não pode haver medo de apostar nos jovens de início", afirmou frisando que é algo que exige tempo e tem de representar uma mistura homogénea entre juventude e experiência.

Quanto ao facto de não ter contrato com o Lille, Luís Campos refere que é assim que gosta de viver, sem a obrigação de ter de ficar muito tempo no mesmo local. "Nós portugueses adoramos descobrir, é essa a história do nosso país. Venho aqui, dou a minha opinião baseada no que vi no Bayern, no Real, no Spartak Moscovo ou no Boca Juniors. Faço a síntese e o clube acrescenta o que achar que pode melhorar. É sempre o treinador que faz a equipa, eu só dou as ideias", constatou.

Finalizou com a perspetiva de futuro para os treinadores a nível global. "Um treinador tem de saber que ajuda pode dar ao scouting. Eles têm excelente material para trabalhar. Como é que pode um treinador orientar a equipa e saber o que se passa no mundo? Tem de ser ajudado. Conhece os jogadores da liga na qual treina, sim. Mas mesmo os do país, é impossível. O treinador tem de debater ideias com o gabinete de recrutamento", reiterou.

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