A emotiva mensagem de Mbappé na ressaca do Mundial: «Dói e vai doer durante algum tempo...»
Internacional francês mostra "orgulho" na caminhada da seleção francesa nas Américas, apesar do principal objetivo não ter sido alcançado
Kylian Mbappé deixou uma mensagem emotiva e de reflexão sobre o Campeonato do Mundo. O internacional francês fez uma longa publicação nas redes sociais na qual demonstrou muito orgulho no percurso da seleção francesa na Américas, agradecendo também o apoio que os adeptos gauleses transmitiram à equipa durante a caminhada, que terminou com o 4.º lugar, um final que, como o próprio admite, "vai doer durante algum tempo".
Eis a mensagem de Mbappé na íntegra:
"Obrigado.
Um mês de emoção. De ultrapassar os nossos limites. De orgulho em vestir as cores de França. E, acima de tudo, de paixão: a mesma paixão que nos move em campo e que vos move a vocês, quer estivessem a assistir em casa ou a apoiar nas bancadas. Foi isso que vivemos juntos. Uma história incrível.
Não levamos um troféu coletivo para casa. Dói, e vai doer durante algum tempo. Não vou fingir o contrário. Tenho orgulho de ter ganho a Bota de Ouro, mas teria significado muito mais ao lado do Campeonato do Mundo. Talvez vos devêssemos um final melhor. Mas nem sempre podemos escolher como a história termina. Podemos, sim, escolher tudo o que nela colocamos, e nós demos tudo. Disso podemos ter orgulho.
Obrigado aos meus colegas de equipa. Sem o trabalho deles, as suas desmarcações, os seus passes, sem o espírito que nos transportou do primeiro ao último jogo, eu nunca teria marcado tantos golos. Este prémio pertence tanto à equipa como a mim.
Este Campeonato do Mundo chegou ao fim, mas a história continua. A nossa jornada juntos está longe de terminar
Kylian Mbappé
Internacional francês
Quando era criança, sonhava jogar num Campeonato do Mundo. Apenas um. Já joguei em três, ganhei um, e este ano tive a imensa honra de ser o capitão do meu país. Nunca me esquecerei disso.
Tantos de vocês ficaram acordados até tarde, alguns até altas horas da noite, para nos ver jogar a um oceano de distância. Juntaram-se em casa, em bares, com a família e amigos, em França e muito além. Outros estiveram connosco nos estádios, envoltos na bandeira francesa. Crianças com brilho nos olhos. Homens e mulheres de todas as origens e de todas as gerações, unidos pela simples alegria de partilhar o momento.
E nunca deixaram de acreditar em nós. Nem nos momentos mais difíceis. Nem mesmo quando menos o merecíamos. Esta história foi escrita por milhões de mãos, não apenas pelos onze em campo, todos impulsionados pela mesma paixão.
Já disse ao Didier o que precisava de dizer. Ele sabe. Obrigado a ele, a toda a sua equipa técnica, aos fisioterapeutas, aos cozinheiros, aos preparadores físicos, aos motoristas e a todos os que trabalham nos bastidores, que ninguém vê e sem os quais nada disto teria sido possível. E obrigado a todos os que nos acolheram e apoiaram nos Estados Unidos.
Na sua essência, o futebol continua a ser um jogo. Um jogo que levamos muito a sério, um jogo que passamos a vida a tentar dominar, mas um jogo ainda assim, e no final tudo se resume àquilo a que se resumia quando começámos a jogar: uma bola, uma baliza e o desejo de marcar. É por isso que nos une desta forma.
Este Campeonato do Mundo chegou ao fim, mas a história continua. Haverá outros jogos, outras noites no verão e no inverno em que nos voltaremos a reunir em torno deste mesmo jogo, com o mesmo entusiasmo intacto. A nossa jornada juntos está longe de terminar."