Ora para subir, ora para não descer: Rui Almeida reencontra velhos conhecidos

Nancy, Dijon e Metz 'impediram' subida do Red Star, clube onde estava o técnico português, na época passada

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Na temporada passada, o Red Star de Rui Almeida ficou às portas da subida de divisão, terminando a Ligue 2 com 64 pontos, os mesmos do Le Havre, e a um do último lugar de promoção. Nancy, Dijon e Metz, por esta ordem, foram os clubes que festejaram a passagem à Ligue 1.

Rui Almeida não conseguiu subir o Red Star à Ligue 1 mas acabou por chegar lá na mesma ao tornar-se treinador do Bastia. E a missão, agora, é evitar a... despromoção. Mas a história tem ainda uma coincidência: Nancy, Metz e Dijon são novamente os clubes a alcançar.

"Neste momento, estamos a 3 pontos do Dijon e a 4 do Metz e Nancy. O primeiro objetivo é alcançá-los, queremos juntar-nos e fazer um grupo de 4, onde duas não vão descer de divisão nem irão ao playoff. Portanto, temos de chegar rapidamente ao pé dessas equipas até porque vamos ter confrontos diretos. Conheço bem estas equipas, os treinadores são os mesmos mas também é verdade que eles me conhecem a mim. Voltamos a encontrar-nos mas agora noutra circunstância", explicou Rui Almeida a Record.

O Bastia é penúltimo no campeonato francês e os pontos são bem-vindos. Rui Almeida já contribuiu com um, graças ao empate (2-2) com o Nantes de Sérgio Conceição. Mas a vitória esteve bem perto. "O empate foi um mal menor, mas depois de estar a ganhar 2-0 e sofrer o empate a 10 segundos do fim... Foi um jogo estranho, estivemos 88 minutos com menos um jogador, mas a equipa teve uma reação fantástica. As pessoas comentaram também que já há muito tempo que não se sentia tanta dinâmica no estádio e isso viu-se no nosso segundo golo. Os adeptos do Bastia são quentes e conseguimos reavivar esse aspeto", contou o técnico português, de 47 anos. O ambiente esteve intenso, num jogo onde o Nantes empatou aos 90+2' por Diego Carlos, ex-jogador do Estoril. E foi por essa razão que Rui Almeida apenas conversou com o compatriota Sérgio Conceição um pouco mais tarde.

O desafio de salvar o Bastia é grande, mas Rui Almeida aceita-o sem problemas. "O projeto tem tanto de difícil como de irrecusável. O Bastia é um clube forte em França e com historial e convém não esquecer que há 20 anos participou na Taça UEFA. O clube quer voltar a crescer e sei o nível de risco que tomei. Por exemplo, teria sido muito mais fácil assumir o clube na quinta-feira, depois do jogo com Nantes, do que na segunda-feira. Mas tudo isto é ambicioso para um treinador como eu", disse o técnico.

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