Patrick Videira e o sonho de treinar em Portugal: «Este ano houve contactos com um clube»
Técnico luso-francês não fecha a porta e assume que esse era um sonho do pai
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RECORD - Além de nacionalidade francesa, tem também nacionalidade portuguesa. Qual é a ligação que tem a Portugal e da parte de quem?
PATRICK VIDEIRA - Tanto o meu pai como a minha mãe são portugueses e ainda hoje vivem em Portugal. Fiz a tropa aí, mais precisamente em Santarém. Na casa de família sempre se falou português. Mesmo hoje, quando ligo para os meus pais, é em português que falamos. O meu sangue é de origem portuguesa, gosto quando dizem que sou luso-francês. Nasci em França, fiz escola aqui, mas ia sempre de férias a Portugal.Quando tenho possibilidades de visitar os meus pais, que ainda têm casa em Chaves, é com orgulho que o faço. E recebo muito carinho das pessoas. É sempre especial voltar a Portugal.
R - Costuma acompanhar o campeonato português?
PV - Acompanho, sim. O meu pai é fanático de futebol e, quando lhe ligo, falamos sobre o campeonato. Ele torce muito pelo FC Porto. Muitas das vezes o campeonato joga-se à mesma hora que o nosso e tenho mais dificuldades em ver jogos, mas estou a par.
R -Treinar em Portugal é uma hipótese e algo de que gostaria?
PV - Sim, até houve contactos com um clube de Portugal este ano. Não chegou a avançar, mas nunca se sabe o que o futuro nos reserva. É um sonho do meu pai ver o filho a treinar em Portugal. Ainda não aconteceu, mas vamos ver o que acontece no futuro. Eu não fecho as portas a essa possibilidade.