UEFA vai escrutinar contratos de patrocínio do PSG com ligações ao Qatar

Organismo que tutela o futebol europeu suspeita que o clube não cumpre o fair play financeiro

A UEFA ordenou a realização de uma auditoria independente aos contratos de patrocínio que o PSG tem com empresas do Qatar, no âmbito da investigação que o organismo está a realizar no sentido de perceber se o clube cumpre as regras do fair-play financeiro.

O jornal francês L'Equipe noticia esta quarta-feira que os contratos com o banco Qatar Nationial Bank, com o operador de telecomunicações Ooredoo, com o canal de TV, BeIn Sports, com o organismo de promoção turística do Qatar e com a clínica Aspetar vão ser escrutinados de modo a avaliar se os valores declarados pelo clube correspondem à realidade.

Em causa estão suspeitas de que o PSG não cumpre o fair play financeiro (os clubes que participam nas competições europeias têm de provar que não tem dívidas em atraso em relação a outros clubes, jogadores, segurança social e autoridades fiscais), mercê das astronómicas verbas envolvidas nas contratações de Neymar (222 milhões pagos ao Barcelona) e Mbappé (190 milhões ao Monaco). Essas suspeitas motivaram a abertura de uma investigação por parte da Instância de Controlo Financeiro dos Clubes da UEFA.

Se se provar que os contratos estão sobrevalorizados, ou seja, que o valor real recebido é inferior ao declarado, o clube terá de compensar essa verba, que se estima seja superior a 75 milhões de euros, sob pena de não conseguir equilibrar as contas.

Esta não é, aliás, a primeira vez que a UEFA reavalia os contratos de patrocínio do PSG. Em 2014 uma análise ao acordo do clube francês com empresas do Qatar, anunciado como sendo de 100 milhões de euros, foi 'cortado' para metade. Os franceses tiveram de pagar uma multa de 20 milhões de euros, além de só poderem disputar a Liga dos Campeões com 25 jogadores e de terem visto as suas transferências serem escrutinadas durante meses.

O L'Equipe escreve que para esta temporada o PSG declarou 100 milhões de euros provenientes de patrocínios do Qatar, mas que o clube precisa de gerar 75 milhões em receitas para equilibrar as contas. Até ao momento apenas amealhou 28 milhões com a venda de Lucas Moura ao Tottenham, em janeiro, mas vai ter de vender mais jogadores no verão. O clube conta também melhorar outros contratos de patrocínio, mercê da notoriedade entretanto adquirida após as contratações de Neymar e Mbappé.


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