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O médio Xeka, futebolista português que acabou de se sagrar campeão de França pelo Lille, disse esta quarta-feira, em Paredes, onde foi recebido no município, que a "união do grupo" foi o segredo de um "feito incrível".
Visivelmente rouco (ainda dos festejos em França, de que se despediu há algumas horas), Miguel Ângelo, mais conhecido por Xeka no futebol, falou de "uma vitória merecida", após "uma maratona discutida até ao fim" e ganha por um ponto, ao favorito Paris Saint-Germain.
"Foi um feito incrível, em que muita gente não acreditava, mas merecemos muito ganhar este campeonato. A união do grupo era enorme e foi o segredo, numa época muito complicada, por causa da pandemia e dos testes, mas sabíamos a qualidade que tínhamos e no clube todos queriam ajudar", disse Xeca.
O médio, de 26 anos, falou à comunicação social no exterior da Câmara Municipal de Paredes, onde foi recebido pelo executivo, e elegeu o triunfo em Paris, diante do PSG, campeão em título, por 1-0, como o "momento-chave" do campeonato.
"Ainda faltavam algumas jornadas para o fim, mas essa vitória no terreno do PSG foi o momento-chave. Ultrapassámos uma barreira psicológica e mostrámos a nossa grandeza", acrescentou o médio luso.
No Lille, Xeka, apelido que herdou do avô, de Rebordosa, no concelho de Paredes, partilhou o balneário com a armada portuguesa composta por José Fonte, seu 'vizinho' de Penafiel, Tiago Djaló, Renato Sanches e José Bica, confessando que "todos ficaram muito felizes" e todos os elementos do plantel foram importantes nesta conquista.
"Fechámo-nos numa bolha, focando-nos somente em nós e no que poderíamos fazer, com todos a quererem ajudar, e sabíamos que íamos ganhar o último jogo e ser campeões", referiu Xeca, aludindo à vitória, por 2-1, no reduto do Angers, no passado domingo, que devolveu ao Lille o título de campeão de França, o que não acontecia há precisamente 10 anos.
Xeka, que tem contrato com o Lille até 2022, admitiu ser ainda cedo para pensar em regressar a Portugal, onde representou o Paços de Ferreira (o seu primeiro clube), Gondomar, Sporting de Braga e Sporting da Covilhã, com uma passagem ainda na formação pelos espanhóis do Valência, onde foi vencido pelas lesões.
"Passei muitas dificuldades, com muitas lesões e frustrações, em que há um desgaste físico e psicológico enormes, mas propus-me lutar por ficar na memória de quem me vê jogar e estou a fazer por isso. Este título é fantástico e ser campeão em França pelo Lille, confesso, é algo que ainda não consegui assimilar bem", disse Xeca, em declarações posteriores à agência Lusa.
"Muito satisfeito" e "orgulhoso" pela receção na Câmara de Paredes, Xeka apontou baterias à seleção, onde espera chegar um dia.
"Futuro próximo? Tenho contrato com o Lille. Carreira? A única coisa concreta em que penso é chegar à Seleção Nacional e representar o nosso país. Não sou eu que faço as convocatórias, então a mim cabe-me trabalhar, manter-me focado no que posso controlar e dar 100 por cento de mim. Até esse momento chegar não posso fazer nada", referiu.
"Foi um fim de semana em cheio para nós, depois de uma paredense (Lúcia Alves) ter sido campeã de futebol feminino pelo Benfica, no sábado, e Xeca ter ganho o título em França, no domingo. Quem não homenagear os seus, não é digno da sua gente", explicou, por sua vez, o autarca paredense.
Alexandre Almeida adiantou ainda que a homenagem a Xeca será consubstanciada no feriado municipal, em 19 de julho, com a entrega da Medalha de Mérito Desportivo do município.
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