CEO do Monaco quebra silêncio sobre novela com Chelsea e Everton: «Ficámos os maus da fita»
Thiago Scuro explica o que se passou nas negociações de Lamine Camara e Folarin Balogun
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O Monaco esteve no centro da grande polémica do último dia de mercado em França e Inglaterra. O Chelsea ficou sem Lamine Camara, o Everton não conseguiu contratar Folarin Balogun e os monegascos, que queriam fazer um encaixe significativo, não venderam ninguém. Afinal, o que se passou ao certo? Thiago Scuro, CEO do Monaco, quebrou o silêncio e explicou toda a sequência cronológica, ponto por ponto.
"Tínhamos de fazer dinheiro por causa das regras. Mas deixámos claro que a nossa prioridade era manter Lamine e estávamos abertos a vender Balogun. Durante o dia, tivemos um acordo claro com o Everton por Balogun, que viajou ontem [terça-feira] de manhã para fazer os exames e assinar. O nosso plano correu muito bem até esse momento", começou por explicar em conferência de imprensa.
"O Chelsea estava sempre a testar e a perguntar por Lamine. Às 16h, contactaram a dizer que tinham vendido um jogador do meio-campo e perguntaram se o Monaco estaria aberto a vender Lamine. A resposta foi a mesma: não", acrescentou.
Tudo corria tranquilamente até às 19 horas, quando o Everton contactou o Monaco com alarme. "Levantaram questões sobre o exame médico de Balogun, sendo que para o nosso staff e o do jogador não fazia sentido. Então o Chelsea viu a oportunidade, pensaram que o Monaco precisava de dinheiro. Tentaram e o jogo é assim. É justo jogar esse jogo. Não há problema. Quase às 20 horas começámos a negociar com o Chelsea. Informei o jogador diretamente, discutimos o que era preciso para ele ir para o Chelsea. Ao mesmo tempo, continuavam as conversas médicas sobre Balogun", sublinhou Scuro.
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E chegou o momento em que tudo ganhou contornos de novela. "Às 22 horas, Everton decidiu que não havia problema, estavam prontos para fechar e assinar o contrato. Quando tivemos essa informação, fomos falar com o Chelsea a dizer que tínhamos acordo com o Everton e que não havia negócio com eles. Também é justo fazer isso, faz parte do jogo. Por causa disto ficámos os maus da fita e as pessoas dizem que o Monaco não é justo e não está bem. É demasiado", revelou.
A questão é que ainda faltava o último capítulo. "Com Balogun, faltavam cinco minutos para finalizar o acordo. Assinei o contrato, o Everton assinou o contrato. No último momento, o jogador decidiu não assinar. Alegou que não se estava a sentir bem pela forma como o Everton o tratou, porque o departamento médico levantou questões sobre o futuro dele ou da sua saúde. Dizia que não tinha nada, então não estava confortável a assinar um contrato de longa duração. E assim acabámos a nossa janela de transferências", finalizou.