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Renato Sanches concedeu uma entrevista à revista francesa de moda 'Views', onde o médio internacional português - que não integrou a lista de Portugal para o Mundial do Qatar -, recordou a saída do Benfica para o Bayern Munique, no verão de 2016 e ainda a passagem pelos franceses do LOSC Lille antes de ingressar no Paris SG, clube que atualmente representa.
"Foi uma mudança difícil [ir para o Bayern Munique]. Estava sozinho, tinha 19 anos, pensei que estava preparado para estar sozinho, enfrentar o desafio, mas agora sei que não estava. Fez-me crescer. Fiz a escolha certa quando escolhi o Bayern Munique, mas tomei-a muito cedo. Não esperava enfrentar tudo o que enfrentei, como lesionar-me no meu primeiro treino. Sentia-me sozinho, estava lesionado, com apenas 19 anos, mentalmente não foi bom para mim. Às vezes pensas que não sentes pressão e que estás fantástico, mas não foi esse o caso. Se sentires pressão, não consegues estar no teu melhor nível. Nesse momento entendi que o facto de te sentires feliz ou não influencia muito o teu desempenho", confessou o médio-centro, de 25 anos, assumindo que o valor da transferência (35M€) nunca o incomodou: "Nessa altura as pessoas falavam sobre o valor da minha transferência porque o futebol é mesmo assim. Mas eu não pensava nisso. Mesmo se um clube pagasse cinco milhões de euros por mim e eu não jogasse, eu não me sentiria feliz. Quero ser sempre bom, custe o que custar."
Em 2019, depois de não tão bem sucedidas pelos bávaros e pelos ingleses do Swansea, Renato Sanches mudou-se para o LOSC Lille, uma transferência que o ajudou a encontrar-se com o seu melhor futebol. "Tive melhores ofertas do que o Lille em 2019, mas tomei essa decisão depois de falar com o [José] Fonte na Seleção e depois com o Luís Campos. Eles motivaram-me a ir para lá, receberam-me bem e era mesmo isso que eu precisava naquela altura. Foi uma boa mudança para mim."
Sobre a transferência para o PSG no início da presente temporada, Renato Sanches revelou que já tinha recebido outras propostas por parte do clube francês, mas que apenas este ano considerou ser a altura certa para aceitar o convite. "Escolhi Paris porque adoro França. Recebi três propostas do PSG, mas não se concretizaram. Este verão pensei que seria a altura ideal para vir", terminou.