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03 setembro 2026 - 21:39

João Neves recorda transferência para o PSG: «Foi a melhor escolha que fiz na minha vida futebolística»

Internacional português, que deixou o Benfica em 2024, vai para a terceira temporada com a camisola os parisienses

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Aos 21 anos, João Neves tornou-se num dos jogadores mais falados do futebol mundial e tem brilhado, desde 2024, com a camisola do PSG, clube ao qual rumou após deixar o Benfica por um valor a rondar os 60 milhões de euros. À entrada para a terceira temporada com a camisola da equipa parisiense, o internacional português - que já conta com 27 internacionalizações - concedeu uma entrevista à Sport TV onde, entre vários temas, abordou a adaptação ao futebol francês, o sentimento curioso de estar em campo durante um clássico entre Marselha e PSG e a relação com o treinador Luis Enrique, que recentemente conduziu o clube da capital a um trajeto glorioso.

"Vou começar o meu terceiro ano cá e a verdade é que ganhar foi sempre muito normal para mim aqui. Sei que não era a realidade do clube em termos internacionais, mas o nosso objetivo agora é esse. Costumo dizer que não é ganhar, o objetivo é fazer o melhor possível para ganhar, porque aí estaremos sempre mais próximos da vitória. É sempre esse o meu objetivo. Têm sido dois anos incríveis. Facilmente me ambientei e senti em casa. Os parisienses e os franceses no geral são muito acolhedores. Sabemos que têm uma maneira mais fechada do que os portugueses, mas comigo sempre foram muito acolhedores, sempre me ajudaram e sempre me integraram bem na sociedade, até quando não sabia falar francês. Têm sido dois anos incríveis, tanto dentro como fora das quatro linhas. Se antes de vir para cá ainda tinha aquele receio de sair da minha zona de conforto, hoje posso dizer que foi das escolhas mais difíceis mas a melhor que fiz na minha vida futebolística", frisou, inicialmente, o internacional português.

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Marcou o seu primeiro golo num clássico entre o PSG e o Marselha. Como foi esse momento? "Lembro-me de estar no túnel antes do meu primeiro golo e de contar no final do jogo à minha família o que senti. É como um Benfica-Sporting ou como um Benfica-FC Porto em Portugal. É um grande jogo. Mas a verdade é que não senti o mesmo que sentia num Benfica-Sporting. Sou português, já vibrei com esses jogos de fora e era diferente para mim. Lembro-me de pensar no túnel 'agora percebo o porquê dos estrangeiros no Benfica não sentirem o dérbi como eu'. Quando jogava no Benfica, queria que sentissem como eu. E lembro-me de pensar 'agora percebo os estrangeiros, mas não posso ser diferente. Tenho de sentir o mesmo que o Dembélé, por exemplo, sente. Aquilo tem de mexer comigo'. E isso no túnel deu-me uma força extra. Lembro-me do golo e, por acaso, os poucos que faço são sempre especiais. É sempre contra o maior rival, sempre aos 90'+4... Há sempre alguma coisa estranha. O Marselha-PSG, para mim, é como um Benfica-Sporting neste momento".

Quais os objetivos daqui para a frente? "A nível pessoal são sempre os mesmos. Parece um bocado clichê, mas é dar o melhor de mim. Às vezes dou o meu melhor mas não consigo os meus objetivos... A nível coletivo, é isso, é conseguir fazer com que o PSG - e não só eu em concreto - jogue da melhor maneira possível, como gostamos. Como o mundo sabe, jogo apoiado, jogo com mobilidade, coletivo, com ligação entre linhas. O toca-vai, a profundidade, a largura, chegar lá e fazer golos. É essa a maneira com que me identifico com o futebol, um jogo coletivo, apoiado, a ajudar. Acreditar no colega. A nível coletivo é isso, conseguir o maior número de troféus jogando bem".

O que o mister vos pede para esta temporada de forma a manter a sede de vitórias? "O mister é muito realista quando fala e isso é uma coisa que, a nós, nos faz bem. Não é ouvir às vezes o que queremos ouvir, mas sim a realidade. Este ano vai ser ainda mais difícil, porque a nível europeu toda a gente nos quer deitar abaixo. Somos campeões da Europa. E se ganhar uma vez é difícil, duas é ainda mais. Três seguidas é muito, muito difícil... E é também perceber que é um novo ano. Apesar de não termos tantas férias, estamos fresquinhos e prontos para o jogo. Sabemos do nosso valor e sabemos que, contra nós, qualquer equipa vai dar sempre um bocadinho mais. Temos de levar os jogos para onde queremos e dar o máximo. Jogar o nosso jogo".

Se tiver de destacar uma qualidade do Ferran Torres, que reforçou o PSG, qual seria? "Nunca vi muito o Ferran a jogar no Barcelona, mas acho que ele chegou aqui de uma maneira fantástica. Mesmo por ter feito o golo que levou Espanha a ganhar o Mundial, não chegou cá de nariz empinado. O jogo que vi dele contra o Rennes... É frescura, mobilidade, velocidade, é o querer, a força, a raça... E depois tem a estrelinha. Faz o golo quando tem de ser. E gostei muito de o conhecer e de o ver nos treinos".

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