Luis Enrique e a relação com os jogadores: «O Vitinha até me pergunta se estou a falar a sério ou não»

Treinador espanhol fez uma retrospetiva da carreira e não poupou elogios ao PSG

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Vitinha e Luis Enrique
Vitinha e Luis Enrique • Foto: AP
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Luis Enrique aproveitou a renovação de contrato pelo PSG , anunciada há pouco mais de um mês, e concedeu uma entrevista ao canal oficial do clube, na qual colocou em perspetiva toda a carreira e a passagem pelos franceses. Entre outros temas, um dos principais tópicos abordados foi a relação forte e próxima que o treinador faz questão de ter com os jogadores e até Vitinha veio à baila.

"Olhando para toda a minha carreira, percebo que consegui sempre construir boas relações com as equipas. Conectar-me com eles, fazer piadas, compartilhar momentos juntos... é algo que me enche de energia. Lembro-me que o Vitinha às vezes até me pergunta se estou a falar a sério ou não... e respondo que ele é que tem de interpretar. Cada jogador precisa de uma abordagem diferente", afirmou.

O técnico espanhol de 56 anos aproveitou ainda para sublinhar o seu compromisso com o PSG, não poupando elogios a toda a estrutura. "Sou estrangeiro, mas espero continuar ligado a Paris para o resto da minha vida. Gostaria que fôssemos reconhecidos por sermos uma equipa respeitosa e corajosa, formada por jogadores talentosos. Acho que é importante mostrar às crianças que podemos jogar futebol, ganhar e divertirmo-nos", partilhou, sem esquecer tudo o que já conquistou: "Estou muito feliz com o que consegui até agora, porém ainda tenho a ambição de ganhar muitos troféus. Mas quando chegar a hora de perder, vou aceitá-la da melhor maneira possível. Outra equipa, outro treinador, outras famílias ficarão felizes... é a vida."

"Não preciso de me motivar a olhar para os outros treinadores. Não quero melhorar o meu currículo só para superá-los, cada um devia seguir o próprio caminho e não copiar o que funciona para os outros. O mais importante é aceitar a trajetória e fazer perguntas. 'É assim que eu quero perder... se tivermos de perder?' A derrota é uma das coisas mais difíceis de aceitar para um treinador, mas é precisamente isso que nos obriga a questionarmo-nos a nós próprios", concluiu.

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