Emmanuel Adebayor garantiu que a recusa em jogar pelo Togo na Taça das Nações Africanas "não está relacionada com dinheiro, mas com segurança". O avançado do Tottenham fez duras críticas à organização do futebol no seu país.
"Não preciso dos prémios de jogo", assegurou o jogador ao jornal "The Sun", recordando depois a tragédia de 2010 quando o autocarro da sua seleção foi atacado numa emboscada, em Angola, causando três mortos.
"Eu estava no autocarro em Angola e segurei nas pessoas enquanto elas morriam. O governo nem quis pagar os tratamentos das que sobreviveram. Não é justo", lamentou.
Adebayor explicou que fez um ultimato à Federação do Togo para que as coisas mudassem. "Depois de nos qualificarmos para a África do Sul, disse-lhes que precisávamos de organização, caso contrário eu não ia. Nada mudou. A África do Sul é um país calmo mas nunca se sabe quando as coisas podem acontecer", comentou o avançado do Tottenham.
O jogador apontou vários exemplos evidentes da falta de condições no futebol da seleção do Togo. "Já tive de pagar viagens a alguns jogadores porque chegaram ao aeroporto e não havia bilhetes para eles. Ou chegarmos a um hotel e ninguém ter reservado quartos. As casas de banho não funcionavam e a comida não prestava e levei todos os jogadores a um restaurante para lhes pagar um jantar adequado", afirmou, voltando depois à questão do clima de insegurança vivido nas deslocações em África.
"Já tive de sair do autocarro da equipa com um colete e capacete à prova de bala. Havia gente que me queria matar, disseram-me que eu era um alvo", concluiu.
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