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Com o negócio Neymar a concentrar todas as atenções esta semana, Arsène Wenger não deixou de deixar críticas ao facto do PSG ter investido 222 milhões na contratação do avançado brasileiro. E o técnico francês do Arsenal não tem dúvidas em apontar isso como uma "consequência da compra dos clubes, que mudaram completamente toda a paisagem do futebol nos últimos 15 anos".
"Tudo é possível quando um país é dono de um clube. Assim, é muito difícil respeitar o fair-play financeiro, pois há diferentes maneiras e diferentes interesses do país em ser representado por um grande jogador. Mas isso não pode justificar os investimentos e parece anormal para o jogo", afirmou o veterano treinador de 67 anos, referindo-se ao facto do PSG estar ligado às autoridades governamentais do Qatar.
Além disso, Wenger não vê forma de os valores das transferências continuarem a aumentar nos próximos tempos. "Isso também parece uma aceleração da inflação. Nós cruzamos a linha dos 100 milhões no ano passado e só um ano depois ultrapassamos a linha dos 200 milhões. Quando se pensa que o Trevor Francis, que foi o primeiro jogador a custar um milhão de libras [em 1979] e muitos achavam isso um exagero, só demonstra o quão distante e quão longe nós chegamos. Isso está além do cálculo e da racionalidade", frisou.
Por outro lado, Wenger garantiu que o chileno Alexis Sánchez, que também tem sido apontado como alvo do PSG, não sairá do Arsenal. "Tudo o que posso dizer, é que ele está focado e que a minha decisão é clara. Ele vai ficar e respeitará a decisão. É tão simples como isto", adiantou o técnico dos gunners em conferência de imprensa.