Busca pelo novo Ronaldo já custou 70 milhões ao Manchester United

Busca pelo novo Ronaldo já custou 70 milhões ao Manchester United
• Foto: GETTY IMAGES

A 12 de agosto de 2013, o Manchester United concretizou a contratação de Cristiano Ronaldo ao Sporting, antecipando a chegada do miúdo de 18 anos que "partira tudo" seis dias antes, no jogo de inauguração do Estádio de Alvalade, entre as duas equipas.

Fizeram furor os 17,5 milhões de euros investidos no extremo franzino e com poucas provas dadas ao mais alto nível, mas as dúvidas cedo se desvaneceram e o capital ganho em seis temporadas motivou um sentimento amargo em julho de 2009, que os 94 milhões pagos pelo Real Madrid pouco amenizaria.

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Isso foi no imediato. É certo que o clube ainda conquistou mais dois campeonatos desde então - 2010/11 e 2012/13 -, mas o espetáculo CR7 em Old Trafford estava perdido (talvez) para sempre. A missão, ainda com Alex Ferguson no comando técnico, foi a de descobrir outro Ronaldo, ou o novo Ronaldo, como a comunicação social britânica escreveria insistentemente.

Em julho de 2007, dois anos antes da saída de Ronaldo para o Real Madrid, já o Manchester United tinha pago 25,5 milhões de euros por Nani. E tinha percebido que, embora o selo de qualidade da formação do Sporting se mantivesse, a frase dos adeptos, entoada em Old Trafford e estampada em camisolas, era bem verdade: "There's only one Ronaldo."

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E, por isso, a busca após a saída do número 7, prosseguiu, sempre na esperança de encontrar um extremo capaz de criar e marcar golos e encantar a exigente plateia no teatro dos sonhos. Em vão.

Ainda assim, a primeira tentativa a sério foi a menos má. O equatoriano Antonio Valencia chegou do Wigan no dia da partida de Ronaldo para Madrid, a troco de 18,9 milhões de euros. Nada barato, diga-se, sobretudo tendo em conta que em 148 jogos, soma... 13 golos. Em sua defesa vale acrescentar tem sido pau para toda a obra, jogando até como lateral.

Para essa primeira temporada sem CR7 veio ainda do Bordéus Gabriel Obertan, por 4 milhões de euros. O extremo francês chegou poucos dias depois de Valencia e partiu em 2011, dois anos depois de se ter percebido que não tinha qualidade suficiente para singrar nos red devils - a transferência para o Newcastle rendeu 3,4 milhões de euros...

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Valencia foi a primeira tentativa a sério, porque Zoran Tosic, que rendeu 7 milhões de euros ao Partizan em janeiro de 2009, fez apenas dois jogos, o primeiro dos quais, na Taça da Liga, como substituto de... Ronaldo. Depois de um empréstimo ao Colónia, o United ainda conseguiu fazer 9,5 milhões de euros na transferência para o CSKA Moscovo, em julho de 2010.

Pouco tempo depois, em agosto de 2010, o Mundo ficou a conhecer Bebé, um extremo português, oriundo do Vitória de Guimarães, pelo qual os red devils pagaram 8,8 milhões de euros.

O desastre, que alguns arriscaram nas previsões, acabou mesmo por acontecer, com o jovem futebolista a não se conseguir impor em Old Trafford, acabando por ir de empréstimo em empréstimo até à saída em definitivo, para o Benfica, em por 3 milhões de euros, em julho de 2014.

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Na época seguinte à da contratação de Bebé, o United voltou a apostar forte, investindo 18 milhões de euros em Ashley Young, que já não era um novato e vinha do Aston Villa. Também não foi preciso muito tempo para se perceber que não era um fora-de-série e, pior do que isso, não apresentava consistência ao nível de Valencia, por exemplo. O internacional inglês ainda continua em Old Trafford mas é, à semelhança de Nani, um dos futebolistas que o clube pretende transferir no final da presente temporada.

Sempre por orientação de Alex Ferguson, o Manchester United não desistiu de tentar encontrar o novo Ronaldo e em janeiro de 2013 pagou 11,75 milhões ao Crystal Palace por Wilfried Zaha. O extremo só se juntou à equipa para 2012/13 e não demorou muito tempo para defraudar as expetativas e acabou este mês, em cima do fecho do mercado, por voltar ao Palace, por 3,83 milhões de euros.

A temporada 2013/14, a da sucessão de Alex Ferguson, foi a exceção neste processo. Desde logo porque David Moyes, que vinha do Everton, entendeu que só precisava de um médio centro e contentou-se com Fellaini.

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Durou 10 meses no cargo e o homem que o substituiu, Louis van Gaal, veio com outras ideias e apontou alto, exigindo Ángel di María, argentino que veio do Real Madrid, onde atuou apo lado de Ronaldo. Custou 75 milhões de euros e já viveu melhores dias em Old Trafford...

Mas no verão há mais, pois a administração do clube voltará a investir forte. Não se sabe se na tentativa de encontrar um novo CR7, um caminho onde já foram enterrados 68,45 milhões de euros em seis jogadores - isto deixando de fora Nani e Di María, cujas contratações fariam elevar este montante para 168,95 milhões.

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