Os clubes da Liga inglesa já gastaram quase 1,8 mil milhões de euros em compras de jogadores neste defeso, segundo a multinacional de auditoria e consultoria financeira Deloitte, a uma semana do fecho do mercado de verão, tendo já superado o máximo histórico, fixado em 2017/18 nos 1,6 mil milhões de euros.
"O nível de despesa verificado na janela estival de transferências significa que o modelo económico dos clubes da Premier League recuperou depois da pandemia de covid-19", disse um dos responsáveis pela estudo, Chris Wood, sublinhando a importância de "políticas sustentáveis de despesa".
Em comparação com a época passada, no mercado de verão foram gastos 1,3 mil milhões de euros, sendo que nesta fase, a uma semana do fecho do mercado, tinham sido investidos pouco mais de mil milhões de euros. Por outro lado, segundo o mesmo estudo já se registaram 135 transferências neste defeso, o que supera as janelas de 2019 (128) e de 2020 (132), mas ainda fica atrás das 148 do ano passado. Mas, com apenas 13 de diferença, parece certo que este número será também batido.
A Deloitte detetou ainda um aumento no número de transferências acima da 30 milhões de libras (35,5 milhões de euros), que neste mercado chega já aos 14, contra os 8 da janela de 2021.
A transferência mais elevada foi protagonizada pelo avançado uruguaio Darwin Núñez, do Benfica para o Liverpool, por 75 M€, num negócio que pode atingir os 100 M€, em função de determinados objetivos.
Já o Chelsea desembolsou 71 milhões de euros por Marc Cucurella, 56 M€ por Raheem Sterling e outros 40 M€ por Kalidou Koulibaly, enquanto o Manchester United gastou 71 M€ por Casemiro e o campeão, Manchester City, deu 59 M€ por Erling Haaland. O Arsenal pagou perto de 90 M€, precisamente ao City, para ter os serviços de Gabriel Jesus e Oleksandr Zinchenko.
Por Record com Lusa