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Numa conversa intimista (consigo mesmo) à boleia de uma rubrica do canal de YouTube OTRO, David Luiz lembrou o começo da sua carreira e a forma entusiasmada como rumou a Portugal em 2007 para reforçar o Benfica. O defesa central, agora no Arsenal, assume que naqueles momentos tudo foi especial e que, por isso, foi vivido de uma forma apaixonada.
"Deixei a minha casa quando tinha 14 anos para tentar jogar futebol. Para mim foi muito complicado. Não sabia bem o que estava a fazer e quão difícil iria ser. Mas acho que foi mais complicado para a minha mãe e e o meu pai, porque estavam a deixar o seu filho querido sair de casa e não sabiam como poderiam tratar dele tão longe de casa. Lembro-me que demorava 36 horas para chegar de autocarro a Salvador! Mas nessa altura era apenas uma criança que estava a sair de casa, a ter a liberdade de jogar futebol. Depois disso percebi as dificuldades que iria passar. Mas como já disse antes, a paixão estava aqui", começou por lembrar.
"A minha vida no futebol foi um pouco louca e tive de tomar muitas decisões rápidas, espeicalmente para me tornar profissional. Lembro-me que de forma a jogar numa equipa com 18 anos tive de mudar de posição aos 16 quando estava sempre no banco. Nessa altura, dois jogadores lesionaram-se e o treinador disse 'não tenho outro defesa'. Mal ele disse isso, entrei no seu escritório e disse 'agora tens aqui um'. E foi aí que surgiu a minha chance de ser futebolista", recordou.
Dessa chance até à Europa, foi num ápice. "No Vitória dei o meu melhor e surgiu a possibilidade de ir para o Benfica, para ir para a Europa. Só temos de acreditar e tentar fazer coisas grandes, porque se não tentares, nunca saberás se podes ou não. Nessa altura pensei para mim 'miúdo, vai lá e aproveita'. Estava feliz por entrar num avião, por ter a possibilidade de ir em executiva logo na minha primeira viagem, por estar a desfrutar de todos os momentos. Cheguei à Europa sem um casaco e sem qualquer roupa de inverno porque chegava de Salvador. Cheguei no último dia de janeiro e estava tanto frio... Mas era um sonho e eu era um miúdo feliz a viver o sonho, porque no Brasil todos os jogadores querem ter a oportunidade de jogar na Europa", assumiu.
A odisseia dos momentos para recordar prosseguiu em Lisboa, onde tudo foi especial. "Lembro-me do primeiro jogo. Fui para o banco e liguei aos meus amigos a dizer 'liguem a televisão e tentem ver-me'. Foi a minha primeira vez em tudo. Lembro-me da minha primeira ida ao centro comercial com a minha irmã. Fomos lá e começámos a comprar roupa para nós, grandes casacos, sabes, para ter algum estilo e adaptarmo-nos à Europa. Foi a primeira vez que experimentei um fato e gravata. Lembro-me de tudo."
Do Benfica seguiu-se o Chelsea, num passo que o defesa brasileiro assume ter sido complicado de se tomar. "Depois da minha passagem no Benfica, tomei a decisão de ir para o Chelsea no último dia de mercado e não foi uma decisão fácil, porque adorava Portugal, adorava o Benfica e estava muito bem adaptado. Já me tinha acostumado ao tempo. Foi complicado, mas foi uma grande decisão, mas fui para a melhor liga do Mundo e fui para um clube onde ganhei imensas coisas e aprendi imenso", referiu.
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