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Dimitri Payet em rota de colisão com o West Ham

• Foto: Reuters

Para a esmagadora maioria dos adeptos portugueses, Dimitri Payet é apenas aquele futebolista francês que na final de Paris tentou por fim à carreira de Cristiano Ronaldo. Não o conseguiu é certo, mas retirou-o do jogo com uma pancada daquelas à moda antiga, com um objetivo claro: fragilizar o adversário, enfraquecer a equipa comandada por Fernando Santos. Como castigo, o tal Payet regressou a casa sem honra nem glória e sem um troféu que os gauleses já davam como ganho.

Ora, o médio francês, de 29 anos, volta a ser notícia em janeiro de 2017 e, uma vez mais, não é pelos melhores motivos. Após uma temporada e meia ao serviço do West Ham, que lhe valeu, entre outras honrarias, a inclusão na seleção francesa que disputou o Europeu de futebol, Payet não está feliz em Londres e resolveu 'obrigar' o clube a aceitar uma proposta do Marselha, na ordem dos 22 milhões de euros, que os ingleses terão rejeitado.

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No caso do emblema londrino manter esta decisão, garante o jovem, que viu a sua situação contratual e salarial melhoradas após o Campeonato da Europa de 2016, não voltará a treinar-se nem a jogar com as cores do 'hammers' na ' Premier League'.

Slaven Bilic, o manager do West Ham, abordou esta quinta-feira o comportamento do internacional francês, garantiu que não será utilizado no encontro de sábado, diante do Crystal Palace, e não disfarçou a 'fúria' e a 'revolta' que sente pelo comportamento de Dimitri Payet.

"Não vamos vendê-lo. Falei com o presidente e não se trata de uma questão de dinheiro. Demos-lhe um contrato de longa duração, porque queremos que ele fique", assegurou Bilic, juntando mais algumas farpas ao seu discurso desafiante: "Ele recusa-se a jogar por nós, eu tenho uma equipa para dirigir. Ele, provavelmente, está perturbado, mas enquanto não mudar a sua atitude e mostrar compromisso com o clube, estará fora da equipa."

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Após revelar que os desentendimentos com o médio francês começaram há cerca de 10 dias, quando reabriu o mercado de transferências, o técnico croata, de 57 anos, mostrou-se intansigente em relação à conduta do seu pupilo.

"Sinto raiva. Demos-lhe tudo. Estou desiludido e zangado. Sei que o jogador está a ser pressionado, mas o clube deu-lhe tudo", concluiu o treinador do West Ham, na conferência de imprensa de lançamento da partida com o Crystal Palace, mantendo a ideia de que de Londres Payet não sai, nem a bem nem a mal.

O futebolista, esse, nem se importava de permancer na capital britânica. Pisca o olho ao Arsenal e vai dizendo que a sua ambição choca de frente com a falta dela do West Ham.

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"A situação no clube afeta-me, mas sou uma pessoa ambicosa. Estou em luta com o meu clube, mas estou a dar tudo para sair desta situação difícil. Não fecho a porta a qualquer solução", garante o internacional gaulês, terminando com uma certeza: "Sinto falta da Liga dos Campeões. Tenho alguns anos pela frente e quero aproveitá-los, jogando competições importantes."

Por João Lopes
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